NAS QUADRAS - Tudo sobre basquete

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Storytelling

O interesse por histórias sempre esteve com a humanidade desde o tempo de pequenas pinturas em cavernas. Os desenhos normalmente mostram caçadores conquistando grandes bestas e são reverenciados em seus triunfos. Na Grécia antiga, com diversas histórias de heróis, acompanhamos Hércules que completou suas 12 tarefas e, ao se sacrificar, chegar à imortalidade. Nos tempos atuais, enquanto todos acreditam que os grandes criadores de histórias estão em estádios de cinema ou de serviços de streaming, existe um local onde a construção de histórias e narrativas cria e destrói heróis a cada semana. Não olhe agora, mas esta fábrica de história se chama NBA.

Nesta semana, a grande história com seu herói caído que ressurge das cinzas e pode ter alcançar o prêmio da imortalidade, tem nome e sobrenome: Chris Paul. Depois de vencer o Denver Nuggets do MVP ( jogador mais valioso da Temporada), Nikola Jokic, e levar o jovem time do Phoenix Suns à final da conferência Oeste, Paul acabou como "assunto da semana” e o queridinho das redes sociais e midia especializada. Claro que o desfecho esperado é Chris Paul, depois de tantas batalhas perdidas, se firmar no Olimpo da NBA como um dos maiores com um título da Liga.

Macaque in the trees
Chris Paul (Foto: Gary A. Vasquez/USA Today Sports)

Ajudam muito na construção desta história os números de CP3 na série. Se na série contra o Los Angeles Lakers o jogador parecia incomodado com a lesão no ombro que sofreu logo na primeira partida do confronto contra o time de Lebron James, contra o Nuggets não teve descanso. Foram 35 minutos de média com 25.5 pontos, 5 rebotes e 10 assistências contra o time do Colorado. Destacamos os 40 pontos no crucial jogo 4 que carimbou a volta do Suns à final de conferência depois de mais de 10 anos.

Claro que uma boa história tem que ter um bom vilão para ajudar na jornada do herói. E os torcedores do Suns conhecem muito bem este personagem. Com a exposição de Paul e o Suns como time da moda, começaram a descortinar alguns fatos que levaram à construção deste vitorioso, por enquanto, time. O fato que surpreendeu a todos foi que o Suns que foi procurado por Chris Paul, e não ao contrário. Chris Paul vinha de uma temporada fantástica no Oklahoma City Thunder, que levou um núcleo muito jovem aos playoffs e procurava local para ganhar e rápido. O problema era o seu gigantesco contrato que irá pagar quase 42 milhões de dólares nesta temporada, e na próxima o valor aumenta para 44. Bucks, 76ers e Knicks se animaram com a possibilidade, mas a proximidade com o técnico Monty Williams fez Paul se aproximar do Phoenix. Eis que surge o dono da franquia, Robert Sarver, que argumenta que o jogador é caro e o time estava bem servido com Ricky Rubio. Em uma jogada de gênio do técnico Monty Williams, e o GM James Jones, o complicado dono da franquia, aceitou a troca que trouxe o jogador para o Arizona e levou sua franquia para a relevância em uma temporada.

E agora esperamos o próximo ato desta história. O adversário do Suns pode ser o Los Angeles Clippers, de Kawhi Leonard, ou o Utah Jazz, de Donovan Mitchell, que ainda batalham na sua série e impendem o Suns, de Chris Paul, chegar às finais da NBA e ter assim o seu Grand finale. E os desfechos podem ser o de Hercules que conquistou a sua imortalidade, ou Ícaro que vou muito perto do sol e acabou falhando.


Despedidas

O ala Marquinhos realizou duas despedias em uma semana. Primeiro, em um post do Instagram, agradeceu a convocação do técnico da Seleção Brasileira Aleksandar Petrovic, mas resolveu se aposentar da ‘Amarelinha" e não vai disputar o pré-olímpico da Cróacia. E isso no dia que o técnico postou em suas redes que até aquele momento não tinha ocorrido nenhum pedido de dispensa.

O grande alvoroço nas redes ocorreu mesmo pela segunda despedida: depois de 9 anos, um dos jogadores símbolos desta geração vitoriosa do basquete Rubro-Negro se despediu do Flamengo. Citando palavras como frustração e decepção no seu post, o jogador se despediu do Fla e deixou aberto o seu próximo passo. Duas coisas aqui: as negociações com Marquinhos sempre foram “animadas". Na negociação de dois anos atrás, eram fortíssimos os rumores de que ele poderia ir para Franca, até que o Fla ofereceu um contrato de 2 anos. Aos 44 do segundo tempo, o Flamengo acertou com o jogador. Ou seja, já era conhecido este modus-operandi. Então, por que não procurar o jogador mais cedo? Será que existe um “Marquinhos” no mercado? Talvez encontrem excelentes jogadores, como o recém-contratado Brandon Robinson (ex-Quimsa/ARG), mas um jogador vitorioso, identificado com o clube e a torcida, é bem difícil.

Segundo ponto: Será que Marquinhos ficou receoso de acontecer com ele o que aconteceu com Jerome Meyinsse e Marcelinho Machado? Ídolos que saíram bem discretamente e com um simples post em rede social. Até hoje é incompreensível que Marcelinho, que ganhou tudo, não ter no mínimo um jogo de despedida pelo Fla!



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Chris Paul