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Governo diz que encerrou contrato da Petrobras com a McLaren

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Documento publicado pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (18) afirma que a Petrobras encerrou um contrato com a equipe de F-1 McLaren, no valor de 163 milhões de libras (R$ 870 milhões). Nem a estatal nem a escuderia britânica confirmaram a informação.

O contrato, assinado em 2018, marcou o retorno da petroleira estatal às pistas, por meio de uma parceria técnica que previa ainda fornecimento de combustível e óleos lubrificantes, além do compartilhamento de tecnologias entre as duas empresas.

"Um injustificável contrato de patrocínio da Petrobras à equipe McLaren de Fórmula 1 -no valor de 163 milhões de libras esterlinas- foi encerrado", afirmou o documento, elaborado pela Secretaria de Política Econômica, que detalha as ações do governo em seus primeiros nove meses.

Segundo a agência Reuters, uma fonte próxima às negociações e que preferiu não se identificar disse que o contrato da McLaren com a Petrobras continua em curso, mas seu término de fato está sendo negociado entre as partes. A expectativa é que o fim dele por acordo mútuo seja anunciado em breve.

Para que isso ocorra, a Petrobras deverá pagar uma taxa à McLaren. As 163 milhões de libras não correspondem exclusivamente ao patrocínio pago pelo direito de ter a marca exposta. Este teria valor substancialmente menor, segundo essa fonte.

O governo não informou os motivos para o encerramento e também não detalhou se houve consequências, como o pagamento de multas. Também não disse se alguma parte do contrato havia sido mantida.

A Petrobras não comentou o assunto. Procurada, a McLaren informou via assessoria de imprensa nesta sexta-feira que "os assuntos são comercialmente confidenciais e que, por isso, não poderia fazer comentários adicionais no momento".

O presidente Jair Bolsonaro havia publicado em sua conta no Twitter, em maio, que por decisão de seu governo a Petrobras estava buscando uma maneira de rescindir o contrato com a McLaren.

A nova gestão da Petrobras aprofundou um programa de cortes de custos e desinvestimentos, para que a empresa possa focar investimentos em ativos considerados essenciais, como a exploração do pré-sal.

O contrato foi assinado sob a gestão do então presidente da Petrobras Pedro Parente.

À época, a empresa informou que o acordo previa a exposição da marca da empresa nos carros, uniformes e nas instalações da equipe já na temporada daquele ano, e o fornecimento de gasolina e lubrificantes especialmente formulados para a escuderia para uso nas corridas em 2019.

O desenvolvimento dos produtos para a McLaren ocorreria, ao longo de 2018, no centro de pesquisas da Petrobras (Cenpes), na cidade do Rio de Janeiro.

A Petrobras não detalhou o valor e o prazo total do contrato, limitando-se a dizer que seria uma parceria de "longo prazo". Em uma apresentação, publicada no site da empresa, a petroleira apontou que pelo menos até 2022 haveria fornecimento de produtos.

No passado, a Petrobras participou na F-1 a partir de contratos com a equipe Williams, de 1998 a 2008 e de 2014 a 2016.

(FolhaPress)