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Federer vence 40º duelo com Nadal e buscará 9º troféu em Wimbledon

FolhaPress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No 40º jogo entre o suíço Roger Federer, 37, e o espanhol Rafael Nadal, 33, quem se deu melhor foi o tenista mais velho, oito vezes campeão de Wimbledon e que agora buscará seu nono troféu do torneio no domingo (14), às 10h, diante do sérvio Novak Djokovic, 32.

Numa de suas melhores atuações recentes, Federer derrotou Nadal por 3 sets a 1 (7/6, 1/6, 6/3 e 6/4) nesta sexta (12), pelas semifinais, em três horas e dois minutos de jogo. Foi a 16ª vitória dele sobre o oponente (a 6ª nos últimos 7 jogos) e a terceira em Wimbledon.

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O suíço Roger Federer comemora depois de vencer sua partida semifinal contra o espanhol Rafael Nadal, em Wimbledon (Foto: Adrian Dennis / Pool via REUTERS)

As outras duas no Grand Slam britânico haviam sido nas finais de 2006 e 2007. O único revés do suíço contra o espanhol no torneio foi na decisão de 2008, considerada um dos maiores jogos da história do tênis.

Se não foi um épico como aquele confronto de 11 anos atrás, o jogo desta sexta teve grandes momentos de ambos e um final de partida emocionante. No fim, venceu quem se manteve consistente por mais tempo. Surpreendentemente, pelo histórico dos dois, esse alguém foi Federer.

No primeiro set do "Fedal 40", a única chance de quebra de saque foi de Federer, mas ele mandou a bola na rede após uma longa troca e não aproveitou. A decisão foi para o tiebreak, e o suíço venceu cinco pontos seguidos para fechar em 7 a 3.

Cada uma das duas parciais seguintes foi dominada por um deles. Nadal voltou forte após perder o tiebreak e quebrou o saque de Federer duas vezes para vencer o segundo set por 6/1.

No terceiro, foi o suíço quem abriu vantagem no início e liderou até fechar em 6/3. Destaque para dois pontos em que ele venceu ralis com mais de 20 trocas de bola em momentos decisivos.

Diferentemente de quando ganhou a primeira parcial, Federer se manteve no jogo no início do quarto set e voltou a quebrar o saque do rival.

O final da partida foi disputado em altíssimo nível, como se cada ponto em jogo valesse anos da carreira de dois dos maiores da história do tênis. Quando Nadal sacava em 3/5, o suíço chegou a ter dois match points, que foram salvos pelo espanhol após bons saques.

No game seguinte, Federer serviu, teve que salvar break point, viu Nadal salvar mais dois match points até que, na quinta chance de fechar o jogo, enfim o fez e garantiu a vaga na sua 12ª final de Wimbledon.

Se ambos tiveram desempenho parecido no percentual de pontos vencidos com o primeiro saque (74% a 73% para o espanhol), o suíço fez a diferença com seu segundo serviço (61% a 48% em pontos ganhos) e na rede (76% a 55%).

Também levou a melhor no número de aces (14 e 10) e duplas faltas (1 e 4). Mais agressivo, disparou 51 bolas vencedoras, contra 32 do rival, e cometeu apenas dois erros não forçados a mais 27 e 25).

Campeão em 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012 e 2017, o suíço também tem três vices no Grand Slam britânico (2008, 2014 e 2015). O último a derrotá-lo em uma decisão na grama inglesa foi justamente Djokovic, seu oponente de domingo.

Também nesta sexta, Djokovic bateu o espanhol Roberto Bautista Agut, 31, por 3 sets a 1 (6/2, 4/6, 6/3 e 6/2).