Abel vê fritura aumentar no Flamengo mesmo com "garantia" até Copa América

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Quando o nome de Abel Braga foi confirmado como novo técnico do Flamengo, o recém-eleito presidente Rodolfo Landim cobriu o profissional de elogios e afirmou que o treinador era o nome ideal para levar o Rubro-negro às conquistas. Bastaram cinco meses de temporada, no entanto, para que a confiança no trabalho já sofra um abalo e a relação de confiança irrestrita não seja mais a mesma.

Apesar da insatisfação crescente na Gávea e no Maracanã, a tendência é que não haja mudanças no cenário do departamento de futebol até a paralisação para a Copa América. Mas essa "garantia" é para lá de frágil, visto que Abel parece ter de sobreviver jogo a jogo para se manter no cargo.

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Abel Braga (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

A vitória diante do time misto do Athletico-PR, no último domingo, conquistada no último minuto, teve ecos na arquibancada, com coros agressivos e pedidos pela saída do treinador. A insatisfação, que também marca boa parte de rubro-negros ativos nas redes, chega aos corredores da sede social, local no qual o trabalho também enfrenta resistência crescente.

Na outra ponta deste processo está o elenco. Os jogadores caminham ao lado do chefe e demonstram apoio irrestrito ao treinador. O último a vir a público foi o lateral-esquerdo Renê, em entrevista coletiva na manhã de ontem (28). E é esta união entre elenco e comissão técnica que faz com que alguns apostem que o trabalho pode render frutos positivos, ainda que a inconstância marque o Flamengo atual.

"Sabemos que temos nossa parcela de culpa. Nós que jogamos, que entramos em campo. O treinador faz o trabalho dele nos treinos, durante a semana, e escala. Quando a torcida fala com nosso treinador, fala com todos nós", disse.

Certo é que o treinador tem mais quatro partidas até a Copa América (se sobreviver até lá), sendo que três em casa: Fortaleza e Fluminense, pelo Brasileiro, e Corinthians, pela Copa do Brasil. CSA, último antes da parada para a competição continental, será fora.

"Ele nos ajuda, nos dá apoio e confiança. Nós que entramos em campo e que podemos fazer melhorar essa relação da torcida com o treinador", defendeu o lateral.

(ALEXANDRE ARAÚJO E LÉO BURLÁ)