Gabriel Medina inicia luta pelo tri com vitória em bateria na etapa de Gold Coast

Liderado por Gabriel Medina, atual campeão e vencedor por duas vezes do Circuito Mundial de Surfe, o Brasil começou a etapa de abertura da temporada de 2019 em Gold Coast, na Austrália, nesta quarta-feira, com a classificação direta de seis surfistas à terceira fase. Além do paulista de Maresias, avançaram Filipe Toledo, Ítalo Ferreira, Yago Dora, Michael Rodrigues, Jessé Mendes e o novato Deivid Silva. Caio Ibelli, Jadson André, Willian Cardoso, Peterson Crisanto e Mateus Herdy terão que disputar a repescagem.

Em sua bateria, a sexta do primeiro dia de disputas, Medina venceu com a soma de 13.84 pontos, tendo como melhores notas 5.67 e 8,17 - esta a mais alta de toda primeira fase. O australiano Ryan Callinan ficou bem perto em segundo com 13.57, enquanto que Herdy, catarinense de 17 anos e campeão mundial júnior em 2018, caiu para a repescagem ao conseguir 7.23.

Um pouco antes, na terceira bateria, os primeiros brasileiros a entrarem na água em Gold Coast foram Yago Dora e Ítalo Ferreira, que mandaram para a repescagem o multicampeão Kelly Slater. O baiano foi o vencedor com um total de 14.33 e o potiguar veio a seguir com 11.93. Já o norte-americano obteve apenas 9.70.

Outra esperança brasileira para conquistar o título em 2019, Filipe Toledo avançou direto à terceira fase ao ficar em segundo lugar na quarta bateria com 9.53 pontos. Perdeu para o francês Joan Duru, que conseguiu 11.10, mas mandou o compatriota Caio Ibelli, que fez 7.60, para a repescagem.

Candidatos a tirar a taça de campeão do Brasil, o australiano Julian Wilson e o havaiano John John Florence tiveram desempenhos diferentes nesta quarta-feira. O primeiro caiu para a repescagem ao ficar em terceiro em uma bateria com o compatriota Reef Heazlewood e Seth Moniz, do Havaí. O segundo ficou em segundo perdendo para o local Mikey Wright e vencendo o brasileiro Peterson Crisanto.

Uma novidade da temporada de 2019 é o formato de disputa das etapas. A quarta fase masculina passará a ter oito baterias cada, com competições de oitavas de final. E o ano será importante porque vale classificação olímpica aos Jogos de Tóquio, em 2020, no Japão. No caso do Brasil, são 11 surfistas que vão brigar entre eles por duas vagas.