Landim e Dunshee tiram licença para viagens depois de primeiro acerto por indenização

Depois de selar o primeiro acordo indenizatório referente ao incêndio que matou dez jovens das categorias de base no alojamento do Ninho do Urubu, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, vai tirar licença de 15 dias. Por solicitação dos envolvidos, a identidade da família que chegou a um desfecho nas negociações com o clube está mantida sob sigilo. O mandatário rubro-negro usará o período de férias para uma viagem com seus familiares, já marcada desde antes da eleição presidencial.

Dessa forma, Landim estará afastado do cargo nas duas primeiras partidas do Flamengo na Copa Libertadores: contra o San José-BOL, na próxima terça-feira, e contra a LDU, no dia 13. Independentemente da licença, o presidente já seria "desfalque" na estreia, pois as vagas no avião que embarca para a Bolívia estão limitadas a 50, por questões de segurança.

Macaque in the trees
Landim em coletiva que esclareceu alguns pontos do incêndio. Presidente se afasta por 15 dias (Foto: Dhavid Normando/Futura Press/AE)

O substituto do dirigente ao longo da licença de duas semanas será o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Alcides. O vice-presidente geral e jurídico do clube, Rodrigo Dunshee, é outro que vai ganhar descanso, mas por um intervalo menor: até a próxima quarta-feira. Tempo suficiente para aproveitar o Carnaval, enquanto o diretor Bernardo Accioly assume interinamente o comando jurídico.

Caso haja novas conversas para acordos individuais com as outras famílias envolvidas nas negociações de indenização pela tragédia no Ninho, serão sem a presença de Rodolfo Landim. O presidente já havia se ausentado da polêmica audiência de mediação no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), que terminou sem resolução e com críticas severas de quatro pais de vítimas à forma como os dirigentes do Flamengo vinham conduzindo o caso.

São essas as famílias que estão mais distantes de um desfecho com o clube. Danrlei Pisetta, pai do goleiro Bernardo, um dos mortos no incêndio, chegou a dar as negociações como encerradas logo após sair da reunião no TJ-RJ.