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Dirigente africano que recebeu suborno de Bin Hammam é suspenso pela Fifa

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O Comitê de Ética da Fifa anunciou nesta terça-feira que impôs uma suspensão de quatro anos ao dirigente africano Seedy Kinteh, ex-presidente da Federação de Futebol de Gâmbia, que está banido após a entidade considerá-lo culpado de envolvimento em crimes de suborno e corrupção.

De acordo com a entidade que comanda o futebol mundial, Kinteh aceitou receber presentes do ex-candidato à presidência da Fifa Mohamed bin Hammam, do Catar, e uma investigação conduzida em 2014 pelo então promotor do Comitê de Ética do organismo, Michael Garcia, apurou que o dirigente recebeu pagamentos do catariano que totalizaram US$ 69.396 (cerca de R$ 271 mil).

Estas quantias foram pagas no período entre fevereiro de 2010 e abril de 2011, quando Kinteh presidia a Federação de Futebol de Gâmbia e Hammam tentava buscar apoio de cartolas para tentar tirar Joseph Blatter da presidência da Fifa.

O catariano, porém, foi suspenso em 2011 pela Fifa, dias antes da eleição que então reelegeu o suíço para o seu último mandato à frente da entidade. Na época, ele foi punido após ser considerado culpado das acusações de suborno a dirigentes caribenhos que votariam na eleição do máximo órgão do futebol.

Além de ter sido banido de qualquer atividade ligada ao futebol pelos próximos quatro anos, Kinteh recebeu uma multa da Fifa de 200 mil francos suíços (aproximadamente R$ 788 mil) pela sua participação nestes atos irregulares.