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'Eu ajudei a resgatar a autoestima da torcida do Palmeiras', diz Dudu

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Embora tenha 1,66m de altura e seja chamado de "Baixola" pelos íntimos, Eduardo Pereira Rodrigues projeta sua sombra na história recente do Palmeiras. Ele foi decisivo na Copa do Brasil em 2015, destaque da conquista do Brasileirão no ano seguinte e, neste ano, puxou todos os holofotes para si. Dudu é o cara. E não é de hoje.

Ao Estado, ele reconhece que ajudou o time a mudar de patamar. "Fico feliz de ter resgatado a autoestima do torcedor do Palmeiras. Acredito que ajudei na reconstrução do time", diz o jogador de 26 anos.

O que mudou do Dudu de 2016 para o de agora?

Não mudou muita coisa. A gente fez um bom trabalho em 2016 e realizou um bom campeonato agora. É muito difícil conquistar o Campeonato Brasileiro. É um torneio muito longo e que exige muita regularidade. A gente conseguiu isso. Acho que o principal é ser regular, estar sempre participando dos gols, dando assistências. Mas sou o mesmo Dudu.

Olhando de fora, você finaliza, mas volta para armar o jogo...

Acho que os atacantes têm de aprender a fazer coisas diferentes. Não pode só finalizar. Tem de voltar para marcar, pensar o jogo e criar situações para os companheiros. A gente vê os volantes que saem para o jogo. Os atacantes também podem fazer várias funções.

E quais as diferenças entre o Palmeiras de 2016 e o de 2018?

A gente tinha um ataque mais veloz. Jogávamos eu, o Roger (Guedes) e o Jesus. Tinha um toque de bola bem treinado e bem trabalhado pelo Cuca. Uma transição rápida. Em 2018, a gente jogou com um centroavante fixo. Fico feliz em ter trabalhado em dois grupos vencedores.

Quando você chegou, o Palmeiras era um. Hoje, é outro. O que aconteceu?

Fico feliz por essa reviravolta. O time vinha de anos difíceis, brigando para não ser rebaixado. Cheguei em 2015 e, junto com os outros jogadores, resgato um Palmeiras vencedor, que havia sido nos anos anteriores. Fico feliz de ter resgatado a autoestima do torcedor do Palmeiras. Acredito que ajudei na reconstrução do time.

Você vai ficar no ano que vem?

Tenho contrato até 2022 com o Palmeiras e estou feliz aqui. Mas a gente nunca sabe o dia de amanhã. Se pintar uma oportunidade boa para mim e para o clube, a gente vai sentar e conversar. Por enquanto, não tem nada. Estamos pensando só no Palmeiras.

Em geral, os chineses trazem um caminhão de dinheiro...

Acho que temos de pensar que existe uma família por trás, a gente acaba de jogar futebol muito cedo. Depois, temos uma vida inteira pela frente. Agora, estou pensando no Palmeiras. Tenho contrato.

Sua passagem pelo Palmeiras está sendo melhor do que você imaginava?

Eu imaginava atingir esse patamar. Acreditei em um projeto. Em 2015, quando alguns clubes apresentaram propostas, eu fiz a escolha certa e consegui atingir esse status. Mas não podemos parar. Temos coisas grandes para alcançar.

Qual jogo foi mais marcante da campanha de 2018?

A gente fez um segundo turno muito bom e quase conquistou o máximo de pontos. Nós estávamos oito, nove pontos atrás do líder e conquistamos o título. O jogo diante do São Paulo no primeiro turno foi importante. A gente não vinha de grandes resultados e conseguiu vencer o líder do naquele momento. Fizemos 3 a 1 depois de sair perdendo. O jogo com o Morumbi, também com o São Paulo, em outro momento do torneio, foi marcante.

A convocação para seleção brasileira está no seu radar?

Todo jogador sonha em atuar pela seleção. Eu sou tranquilo. Se não acontecer, o importante é que estou em um grande clube, tenho um bom contrato. Isso é o que mais importa.

Em 2016, você fez uma tatuagem pelo título. Vai fazer outra?

Agora não. Estou dando um tempo de tatuagem. Já tenho muitas. Dói muito.