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Palmeiras e Cruzeiro têm jogadores punidos pelo STJD

Semifinal da Copa do Brasil foi julgada nesta quinta, dia 11. Clubes foram multados, enquanto Sassá, Mayke e Diogo Barbosa suspensos. Cabe recurso

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A confusão na semifinal da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Palmeiras gerou punição a todos os envolvidos. Julgados nesta quinta, dia 11 de outubro, pela Quinta Comissão Disciplinar, o Palmeiras foi multado no total de R$ 52 mil, Cruzeiro em R$ 1 1mil, Sassá recebeu seis jogos de suspensão pelo soco em Maike; Maike foi punido por tentar agredir e recebeu dois jogos, enquanto Diogo Barbosa foi suspenso por dois jogos por ato hostil. A decisão cabe recurso e deve chegar no Pleno, última instância nacional.

Diante da Comissão Disciplinar, Diogo Barbosa e Mayke acompanharam o julgamento e responderam as perguntas dos Auditores.

Diogo afirmou que não deu um tapa e sim um empurrão no adversário. O lateral disse que essa foi a primeira vez em que foi expulso e acrescentou. “Logo quando acabou o jogo e começou a confusão falei tira da confusão só que ele(Romero) começou a nos agredir verbalmente. Fui tentar empurrar ele e aconteceu aquilo. No meio do jogo ele estava soltando um monte de gracinha e desencadeou essa raiva em cima dele. Ele xingava, falava gracinhas, coisas que irritam”, finalizou.

Logo após, Mayke deu sua versão. “Tentei chegar no Romero. Léo me segurou forte no braço e falei me solta. Joguei com ele. Por não me soltar fiz o movimento para dar um tapa na mão dele para me soltar. Nesse momento que recebi o soco. Todo o momento sei que fiz errado e prejudiquei minha equipe. Peço até desculpas. Não é da minha índole. Nunca fui expulso. Vou fazer de tudo para que isso não aconteça mais”, explicou.

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Sessão do STJD pune clubes e jogadores (Foto: Divulgação)

Para o Subprocurador-geral, Gustavo Silveira os casos merecem reprimenda. “Estão bem relacionado os atrasos ocorridos. Palmeiras duas vezes e o Cruzeiro uma vez. A questão do Sassá que desfere o soco não há muito o que dizer. De forma covarde desfere um soco no rosto do adversário. Hipótese claríssima do artigo 254-A. Não gosto de usar adjetivos. A cara de pau do atleta ao ser expulso e virar ao árbitro e perguntar o que eu fiz. Espero que seja punido rigorosamente. Diogo, camisa 6 vai em direção ao miolo e se aproveitando da um tapa no adversário. Não se compara com a gravidade do atleta Sassá, mas ainda assim uma agressão. Mayke entra de colete e vimos a presença incisiva no campo. O fato de ser xingado não da o direito a ninguém de agredir outro atleta. A única prova que temos aqui é o depoimento do próprio. Ele vai na direção do Romero, tenta dar socos no ar e não consegue atingir”, conclui.

Advogado do Cruzeiro, Teothônio Chermont pede análise do contexto. “Minha maior preocupação é evitar uma condenação prévia do Sassá por conta de explorações da mídia. O contexto na minha opinião é que vai delimitar o enquadramento do que de fato aconteceu. Tenho que defender o meu atleta e justificar o porque das coisas terem tomado aquele vulto. Vi atletas adversários entrando em campo e o próprio Sassá tentou puxar o Felipe Melo pensando que poderia arrumar confusão. Vi o atleta Mayke desenfreado sendo contido pelo Léo. Sassá não quis agredir , quis estancar um touro louco e forte. Peço a desclassificação para o artigo 250 por considerar que houve atitude hostil por parte do Sassá”, sustentou.

Américo Espallargas, defensor do Palmeiras, acrescentou algumas considerações e também pediu a desclassificação na conduta dos atletas Mayke e Diogo. “ Evidente que o Mayke vai atrás do Romero para tirar satisfação, mas isso não configura infração disciplinar. Ele tenta se desvencilhar do Léo de maneira abrupta. No que ele se solta ele toma um soco pelas costas e a atitude natural é se defender, mas não atinge o adversário. Atleta jovem, nunca passou por esse tribunal, ficha limpa e que veio se explicar. O que vai pedir a defesa é desclassificação para ato hostil. O caso do Diogo não há agressão. O ato do Diogo não é um tapa. É um empurrão. Por se tratar de empurrão o código classifica como ato hostil. Peço também a desclassificação enquadrando melhor no 250”, defendeu. O advogado acrescentou ainda a defesa do clube.

“Por fim, o Palmeiras está denunciado no artigo 191 pelos fatos na arquibancada. Um tumulto de pouca proporção contido pela policia e não se tem notícia de ninguém ferido ou de arremesso de objeto. Fica claro que não aconteceu a invasão na parte da imprensa. Peço a pena mínima”, encerrou.

Relator do processo, o Auditor José Nascimento votou para aplicar R$ 2 mil ao Palmeiras e R$ 1 mil ao Cruzeiro por atraso na entrada das equipes. Pela confusão na arquibancada, o relator aplicou multa de R$ 50 mil no artigo 191 “pela gravidade na conduta e situação que poderia atingir mulheres e crianças”. Aos atletas,, o relator aplicou seis jogos a Sassá pela agressão; seis jogos a Mayke, sendo reduzida a pena pela metade pela tentativa prevista no artigo 157 e duas partidas a Diogo Barbosa por ato hostil.

O Auditor Eduardo Mello divergiu do relator apenas quanto o atleta Diogo Barbosa. Por entender que o lateral fez um movimento mais forte com o braço do que um simples empurrão, o Auditor manteve a denúncia por agressão e aplicou quatro jogos a Diogo.

O Auditor Maurício Neves também entendeu que Diogo Barbosa deve ser enquadrado por agressão, mas puniu pela metade por entender que não conseguiu consumar o ato.

Já o Auditor Flávio Boson acompanhou o relator na íntegra, enquanto o Presidente Rodrigo Raposo divergiu apenas na dosimetria de Diogo Barbosa e aplicou três jogos ao atleta no artigo 250.

As informações de cunho jornalístico produzidas pela Assessoria de Imprensa do STJD não produzem efeito legal. ( As informações são do STJD) 



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