Reunião do Flu vira caso de polícia

Espaço ilustre das Laranjeiras, o Salão Nobre do Fluminense costuma ser palco de eventos solenes, celebrações e grandes apresentações. Na noite da última terça-feira, no entanto, a fidalguia deu lugar à truculência na votação das contas de 2017, que sequer aconteceu.

Após confusão, um conselheiro da oposição agrediu um da situação, que registrou queixa na 9ª Delegacia de Polícia. De acordo com os opositores da Flusócio, grupo político do presidente Pedro Abad, houve provocação e ameaça do conselheiro identificado como Marcus Vinicius Caldeira, que acabou levando um soco no nariz de um dos conselheiros da oposição.

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Conselheiros reunidos no Salão Nobre das Laranjeiras. Reunião na terça terminou em agressão (Foto: Reprodução)

Vítima da agressão, Caldeira se manifestou em seu Twitter. “Foi covarde, de soslaio, sem revide. E depois saiu fugido. Momento tenebroso onde a oposição quer ganhar as coisas no grito, sem voto”, publicou. Os membros da situação garantiram que pedirão que o agressor seja expulso do quadro do clube.

Antes que o balanço do ano passado fosse colocado em pauta, os conselheiros da oposição pediram a reabertura das contas de 2016. Elas haviam sido aprovadas com superávit de R$ 8,3 milhões, mas depois foram corrigidas para déficit de R$ 13,457 milhões.

Depois de discussões acaloradas sobre o tema, o presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite, colocou em votação se a discussão sobre as contas de 2017 prosseguiria ou se haveria convocação para uma reunião extraordinária que reabrisse as contas de 2016.

De forma apertada, o resultado garantiu que as contas de 2017 fossem, enfim, votadas, mas a oposição decidiu se retirar para que apenas a situação participasse do processo. Assim, ficaria a imagem de uma aprovação fraudulenta. Foi então que houve o caso da agressão.

Em nota, o Fluminense lamentou e repudiou o ocorrido. “O clube entende que violência nunca deve ser a via escolhida para resolução de problemas e que as medidas previstas em seu estatuto, para casos como esse, devem ser tomadas de forma exemplar”.