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Sem respirar

Botafogo cria mais chances, mas empata em 1 a 1 com o Vasco. Rivais seguem flertando com o Z4

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Nos duelos entre Botafogo e Vasco neste ano, teve de tudo. Golaços, viradas, polêmicas, gols nos acréscimos e decisão de título nos pênaltis. Só faltava um empate, mas os rivais ficaram no 1 a 1, ontem, no Nilton Santos, no sexto e último jogo do clássico que mais movimentou o futebol carioca em 2018.
O resultado, no entanto, pouco ajudou as equipes. O Vasco subiu para o 15º lugar, com 31 pontos, apenas um a mais do que o Ceará (17º), que tem um jogo a menos. Em situação um pouco mais confortável, o Botafogo (12º) abriu quatro pontos de vantagem para o Z4.
Usuário frequente da estratégia de dois laterais no mesmo lado do campo – um na posição de origem e outro como ponta –, Zé Ricardo se viu superado ao olhar a escalação do Vasco. Alberto Valentim mandou seu time a campo com três laterais-esquerdos: Ramon, Henrique e Fabrício. Enquanto os dois primeiros fizeram a dobradinha já tradicional pelo lado, o último ocupou a faixa central do meio-campo, em função que já vinha desempenhando nas últimas partidas.
“A escalação do Henrique foi para segurar um pouco o Marcinho, que é um lateral que apoia muito. O Fabrício vem treinando
bem, fez boas partidas. Hoje (ontem) não fez melhor do que estava fazendo”,
justificou o técnico vascaíno.
A alternativa inusitada de Valentim mostrou-se pouco eficaz no início do clássico. E também no restante, já que apenas um do trio, Henrique, atuou por 90 minutos. Melhor em campo, o Botafogo explorava bem os espaços para chegar ao ataque e rodava a bola em busca do primeiro gol. E encontrou. Em lindo lance, aos 17 minutos. Rodrigo Lindoso lançou Kieza, que recebeu na meia-lua e ajeitou de peito para Luiz Fernando pegar de primeira, no cantinho: 1 a 0.

Vasco empata e se segura
Conforme definiu Maxi López no intervalo, o Vasco precisou “levar um tapa para acordar”. Quase um espectador da partida durante 20 minutos, o time equilibrou as ações e deixou o clássico movimentado nos dois lados do campo. Na primeira boa chance vascaína, Fabrício deu grande lançamento para Henrique na área, mas a cabeçada do lateral improvisado como ponta parou em Saulo.
Em oportunidades quase consecutivas, aos 30 e aos 31, o Botafogo deu a impressão de que logo ampliaria a vantagem. Primeiro em chute perigoso de Matheus Fernandes, depois em cruzamento de Luiz Fernando que desviou em Luiz Gustavo e tocou caprichosamente no travessão.
Mas foi o Vasco que balançou a rede, aos 36. Pouquíssimo acionado até então, Maxi López amorteceu chute de Willian Maranhão, ajeitou e bateu, ainda contando com desvio em Marcinho, para igualar.
Assim como no início do primeiro tempo, o Botafogo voltou do intervalo disposto a dominar as ações da partida. Foram praticamente 15 minutos de ataque contra defesa, mas as melhores chances se limitavam a cruzamentos para a área. Quando o alvinegro poderia ter transformado a superioridade em gol, aos oito, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro ignorou puxão de Ramon em Kieza dentro da área.
O clássico perdeu em intensidade após a pressão alvinegra inicial. Caracterizado pelos chutes de média e longa distância desde que subiu para o profissional, Andrey arriscou de primeira depois de ajeitada de Giovanni Augusto, aos 23, mas Saulo estava atento para espalmar. Na reta final, o Botafogo ainda tentou pressionar pelo gol da vitória, e assustou em chute prensado de Igor Rabello, mas o 1 a 1 se manteve.
Botafogo: Saulo, Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Moisés; Rodrigo Lindoso, Gustavo Bochecha (João Pedro) e Matheus Fernandes; Erik (Rodrigo Pimpão), Kieza (Brenner) e Luiz Fernando. Vasco: Fernando Miguel, Pikachu, Luiz Gustavo, Henríquez e Ramon (Marrony); Willian Maranhão (Bruno Cosendey), Andrey, Andrés Ríos, Fabrício (Giovanni Augusto)
e Henrique; Maxi López. Juiz: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Cartões amarelos:
Marcinho, Rodrigo Lindoso, Joel Carli,
Willian Maranhão e Luiz Gustavo.



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