Eleição para chefiar o futebol italiano começa a tomar forma

O presidente da Lega Pro (terceira divisão do futebol da Itália), Gabriele Gravina, formalizou nesta segunda-feira (1º) sua candidatura a presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), que está sob intervenção do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) desde o início do ano.


Gravina terá o apoio da Lega Pro, da Liga Nacional dos Amadores, da Associação Italiana dos Treinadores de Futebol (Aiac) e da Associação Italiana de Árbitros (AIA). Ele deve enfrentar o candidato da Lega Serie A, que administra a primeira divisão do futebol nacional, ainda não definido.
O presidente da Lega Pro já tentara se candidatar em janeiro passado, mas não houve acordo entre os representantes das diversas associações que compõem o futebol italiano para eleger um nome, forçando a intervenção do Coni.


A nova votação está marcada para 22 de outubro, e o vencedor precisará obter 75% dos votos no primeiro escrutínio, dois terços no segundo, maioria simples no terceiro ou, em último caso, maioria simples em um eventual segundo turno entre os dois mais bem colocados.
A Lega Serie A realizará negociações com todos os clubes da elite para tentar definir seu candidato até 5 de outubro.


"Haverá uma proposta de um nome novo, e esperamos que todos possam apoiar", disse o presidente do Genoa, Enrico Preziosi. "Não tenho nada contra Gravina, mas não acredito que seja nosso candidato", acrescentou. A Lega Serie A corresponde a 12% do colégio eleitoral da Figc, mas possui poder e influência para cooptar aliados.