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Quatro anos depois, seleção masculina perde de novo para a Polônia na final do Mundial

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Assim como ocorrera há quatro anos, a seleção brasileira masculina de vôlei voltou a ser batida pela Polônia na final do Campeonato Mundial. Ontem, em Turim, na Itália, o time comandado por Renan Dal Zotto foi derrotado pela equipe europeia por 3 a 0 (28/26, 25/20 e 25/23, em 1 hora e 38 minutos de confronto. Uma vitória incontestável dos poloneses.

Depois de um primeiro set bem equilibrado, o time brasileiro foi superado pelos poloneses com relativa facilidade na segunda parcial e, abalado emocionalmente, acabou sendo atropelado no terceiro set. Só reagiu pouco antes do fim da partida

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O bloqueio brasileiro pula mas não consegue conter o ataque do polonês Kurek. A seleção europeia dominou o jogo desde o início e conquistou o bicampeonato mundial com merecimento (Foto: Divulgação/FIVB)

Tricampeão mundial com os títulos obtidos em 2002, 2006 e 2010 sob o comando de Bernardinho, o Brasil já havia caído por 3 sets a 1 diante da Polônia na decisão de 2014, disputada em solo polonês. Por isso, a partida de ontem era a chance para o time brasileiro, agora comandado por Renan Dal Zotto, dar o troco em sua quinta final consecutiva de Mundial.

Mas deu tudo errado em Turim. Os poloneses se impuseram desde o início, faturaram o bicampeonato e desbancaram s atuais campeões olímpicos. Para a Polônia, a vitória também significou levar a melhor num “tira-teima” contra a seleção brasileira, que havia vencido em 2016 a final da Liga Mundial, no Japão. Assim, cada país chegou nesta final com um triunfo sobre o outro em duelos que valeram o título da competição.

O título mundial não veio, mas ao menos dois jogadores brasileiros não saíram do Mundial de mãos abanando. Eleitos os melhores nas suas respectivas posições, o ponteiro Douglas Souza e o central Lucão entraram na seleção do campeonato.

Lipe anuncia aposentadoria

Com 23 pontos, Bartosz Kurek foi o grande destaque da final contra o Brasil, que teve Wallace como maior pontuador, com 14 acertos. Douglas Souza fez outros 11 pontos pelo time brasileiro. Essa foi a primeira final de Renan como técnico da seleção. E também a segunda decepção sofrida em um grande torneio neste ano. Em julho, o Brasil ficou em quarto lugar na recém-criada Liga das Nações, que passou a substituir a Liga Mundial.

A medalha de prata foi o último ato na carreira de Lipe com a camisa da seleção brasileira. Após a final, o ponteiro, de 34 anos, anunciou que não jogará mais pela equipe verde-amarela. Além de ter disputado os dois últimos mundiais, Lipe participou da vitoriosa campanha na Olimpíada de 2016. No Mundial deste ano, o ponteiro conviveu com diversas dores e muitas vezes jogou no sacrifício.

O levantador Bruninho não encontrou desculpas para a derrota. Para ele, a Polônia foi bem superior ao Brasil e mereceu a vitória e o título.

“A gente sabia que a Polônia era muito qualificada e eles souberam minar nossa equipe com variações de ataque. O primeiro set deu tranquilidade a eles, no segundo eles foram muito bem, seguraram o passe e nosso saque não entrou. A gente fica chateado, mas entende que a vitória foi mérito deles”, afirmou o levantador.



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