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Só um tema é assunto no Fla: Barbieri

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Faz tempo que o Flamengo vem andando em círculos. Os dias passam, o time joga e o assunto é sempre o mesmo: a delicada situação do técnico Maurício Barbieri. Pressionado há quase dois meses, desde a queda de produção da equipe após a Copa do Mundo, o treinador rubro-negro, encostado às cordas, tem resistido. Só não se sabe até quando.

Diante da incômoda situação, os próximos dias serão decisivos. Domingo o Flamengo enfrenta o Atlético-MG, no Maracanã. O time mineiro, em sexto, tem 42 pontos, três a menos do que o rubro-negro. Se vencer por dois gols de diferença, ultrapassará os cariocas. E, na quarta-feira, tem jogo decisivo contra o Corinthians, pelas semifinais da Copa do Brasil.

Portanto, não dá para vacilar em nenhuma das duas frentes. Por isso, Barbieri pensa em uma partida de cada vez. “Minha preocupação hoje é preparar o time para o jogo contra o Atlético-MG, que é um adversário difícil. Depois do jogo não posso responder o que vai acontecer”, disse ontem o treinador, após pergunta sobre seu destino em caso de derrota no domingo.

Apesar de contar com o apoio dos jogadores, Barbieri está ciente de que há dentro do clube uma pressão cada vez maior por sua demissão. O momento político do clube potencializa as críticas, já que o futebol é o carro chefe tanto da situação quanto da oposição. O bombardeio vem de

todos os lados.

“Qualquer profissional que trabalhe num clube desse tamanho tem que estar preparado para pressão. Desde o início fui cobrado por resultados, e estou aqui porque entreguei. Hoje sou treinador do Flamengo e me sinto preparado para treinar o time e ajudar a reencontrar o caminho que desejamos”, completou Barbieri.



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