Jornal do Brasil

Esportes

Pressão para todo lado

Vasco e Flamengo disputam clássico em Brasília em momento delicado para ambos

Jornal do Brasil MAURICIO FONSECA, mauricio.fonseca@jb.com.br

Apesar de estarem separados por 20 pontos, o clássico de hoje (19h), no estádio Mané Garrincha, tem o mesmo peso para Flamengo e Vasco. Enquanto o rubro-negro, em quarto lugar com 44 pontos, joga suas últimas cartadas para seguir sonhando com o título brasileiro, o time de São Januário, em 17º com 24 pontos, entra em campo pressionado pela zona de rebaixamento. Portanto, para ambos a vitória é fundamental.

É claro que a situação do Vasco é mais preocupante. Com a vitória de 2 a 1 da Chapecoense sobre o Atlético-PR, o time entrou na zona de rebaixamento, o que não acontecia desde a primeira rodada do Brasileiro de 2017. O time vem de quatro derrotas consecutivas e mais um revés deverá custar a cabeça de Alberto Valentim, que ainda não pontuou desde que assumiu o comando do Vasco.

Macaque in the trees
Leandro Castán, com a mão enfaixada, treina para o clássico contra o Flamengo. Zagueiro volta ao time hoje após contusão no ombro (Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco.com.br)

Mas o Flamengo está longe de viver dias de calmaria, apesar de estar na zona da Libertadores e ainda com chances na Copa do Brasil. O desempenho da equipe nos últimos jogos mereceu uma saraivada de críticas, principalmente pelo pouco poder de fogo demonstrado pelo ataque rubro-negro. Em tese, o Vasco seria, no momento, o adversário ideal para uma resposta dos atacantes. Afinal, o adversário de hoje já levou 78 gols na temporada.

Clássico como divisor de águas

Não é o que pensa o capitão rubro-negro Réver. Ontem, antes do embarque para Brasília, ele disse que o fato de o Vasco estar num mau momento não significa muita coisa. “O momento do lado de lá pode não ser tão bom, mas não temos nada a ver com isso. Clássico não tem favorito, é 50% para cada um, independentemente da situação. Um clássico como esse pode ser um divisor de águas”.

Para o Flamengo, uma vitória será importante para a retomada da confiança. Já para o Vasco pode ser a vitória que falta para o time dar uma arrancada e se distanciar da zona da degola. “É o momento de dar a volta por cima. Nada melhor que um clássico para dar impulso à equipe. Esse é um jogo fundamental. Você ganha confiança e moral para terminar esse ano brigando na parte de cima”, reforça o zagueiro Leandro Castán, que volta ao time do Vasco hoje, após se recuperar de uma contusão no ombro.

Macaque in the trees
Diego faz abdominal no Ninho do Urubu. Meia está escalado para o clássico em Brasília (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Tanto para Flamengo quanto para Vasco, o fato de o clássico ser disputado em Brasília traz, no momento, mais vantagens do que desvantagens. O Mané Garrincha vai estar lotado – foram vendidos mais de 40 mil ingressos antecipadamente – o que representará um bom dinheiro para o Vasco, que é o mandante. Além disso, por jogar longe do Rio com o time na zona de rebaixamento, a pressão será bem menor.

Do lado rubro-negro, a vantagem pode ser técnica. O péssimo estado do gramado do Maracanã tende a nivelar os jogos por baixo. Mesmo estando longe dos padrões europeus, o Mané Garrincha certamente terá menos areia e menos buracos do que o Maracanã. “Se eu falar que é bom jogar em Brasília, estarei mentindo. Mas nas condições que temos hoje no Rio, é melhor jogar fora. Em relação a gramado, estará melhor. Claro que vai ser mais desgastante, o número de jogos é absurdo, mas não podemos usar como desculpas. Temos que fazer tudo da melhor maneira possível”, frisou Revér.

Tranquilidade longe do Rio

Pressionado pelas quatro derrotas consecutivas, Alberto Valentim também está gostando de enfrentar o Flamengo bem longe do Rio de Janeiro. O Vasco chegou à capital federal na quinta-feira. “Semana está sendo muito positiva. Todos procurando assimilar rapidamente o que temos de ideia para este jogo. Essa vinda para cá foi muito boa”, afirmou o treinador.

Vasco: Martín Silva, Lenon, Luiz Gustavo, Leandro Castán e Ramon; William Maranhão, Andrey, Giovanni Augusto, Thiago Galhardo e Andrés Ríos; Maxi López. Flamengo: Diego Alves, Rodinei, Léo Duarte, Réver e Renê; Cuéllar, Lucas Paquetá, Éverton Ribeiro, Diego e Vitinho; Uribe. Juiz: Luiz Flávio de Oliveira (SP).



Recomendadas para você