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Começa hoje a Liga das Nações da Europa

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Finalizada a Copa do Mundo da Rússia, há quase dois meses, o futebol de seleções vive o início de uma nova era. Na contramão do temor pelo nível do Mundial de 2026, que terá 48 participantes, começa hoje a Liga das Nações da Europa, criada com o intuito de aumentar o interesse geral nas datas Fifa.

A ideia saiu do papel por intermédio do então presidente da Uefa Michel Platini, em um de seus últimos atos antes da renúncia por escândalos de corrupção. Logo na abertura, hoje, às 15h45m, os dois últimos campeões mundiais, Alemanha e França, se enfrentam em Munique.

A Liga das Nações contempla todas as 55 seleções filiadas à Uefa, dispostas em quatro divisões. Cada divisão é separada em quatro grupos, que serão jogados em turno e returno até novembro para definir os semifinalistas dos quatro níveis do torneio. Alemanha e França estão, claro, na primeira divisão, e formam o Grupo 1 com a Holanda – única chave com três campeãs mundiais.

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Principal jogador da Dinamarca, Eriksen comanda o boicote por problemas contratuais (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Vagas na Eurocopa

Sem títulos mundiais nem europeus, mas com seleções emergentes, o Grupo 2 terá Bélgica, Suíça e Islândia. O primeiro duelo é entre Suíça e Islândia, sábado, na cidade suíça de St. Gallen. Amanhã, Itália e Polônia jogam em Bolonha pelo Grupo 3, que também tem Portugal.

As melhores partidas devem acontecer no Grupo 4, a começar por Inglaterra x Espanha no sábado, em Wembley. Vice-campeã mundial, a Croácia completa a chave. Os piores colocados de cada grupo das três primeiras divisões serão rebaixados, ao passo que os líderes de segunda, terceira e quarta garantirão o acesso.

Outro atrativo da Liga das Nações é a disputa de uma repescagem para quatro vagas restantes na Eurocopa de 2020. Depois da eliminatória convencional para o torneio, que classificará 20 seleções, haverá um mata-mata entre os quatro melhores de cada divisão da Liga das Nações que não conseguiram se qualificar previamente para a Euro.

Dinamarca em greve

Embora a competição beneficie os europeus, que deixarão de jogar amistosos pouco atrativos em troca de partidas competitivas, o novo torneio complica a vida dos outros continentes. Isso porque interessados em testes contra seleções de ponta da Europa terão menos datas disponíveis para esses amistosos. A própria seleção brasileira já admite esse impacto.

"Claro que a Liga das Nações dificulta, mas já conversamos internamente e vamos buscar os maiores adversários. A ideia em relação aos próximos jogos continua a mesma: enfrentar sempre os principais oponentes, a maior dificuldade possível", reconheceu Edu Gaspar, coordenador de seleções da CBF.

Sorteada no Grupo 4 da segunda divisão da Liga das Nações, ao lado de País de Gales e de Irlanda, a Dinamarca vive um drama às vésperas de sua estreia. Os jogadores da seleção que alcançou as oitavas de final da Copa promoveram um boicote por falta de acordo em relação a negociações contratuais individuais de patrocínio.

A federação dinamarquesa precisou convocar jogadores de terceira e quarta divisões do país. Até o técnico Age Hareide foi liberado, por não poder contar com os atletas escolhidos por ele. Sob comando do ex-jogador John Jensen, a Dinamarca perdeu de 3 a 0 para a Eslováquia, ontem, em amistoso. Domingo, a estreia na Liga é em casa contra País de Gales.



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