Em baixa, considerou o convite alvinegro ideal para retomar a carreira no Brasil

Hilton Mattos

A temporada caminha para o fim, e Joel Santana, ainda que discretamente, festejaseu bom momento profissional. In- dependentemente da classifi- cação do Botafogo ao término do Campeonato Brasileiro, ele terá, em dezembro, férias tran- quilas. Há dez meses no cargo, curte uma temporada sem de- missão,abrilhantada comum título carioca e uma campanha convincente na principal com- petição do país. – É, sem dúvida, um dos me- lhores anos da minha carreira profissional– atestaJoelSan- tana.– Masvale ressaltarque tudo foi muito sofrido, e o ano não acabou. Temos ainda este fim de Brasileiro para brigar. Mas não foi fácil chegar até aqui. Com 56 pontos, o alvi- negro ocupa a quinta posição. Segundoo matemáticoTris- tão Garcia, as chances de vaga na Libertadores são de 45%. Restando Internacionale Prudente em casa e apenas o Grêmiofora, naúltimaroda- da, Joel crê na classificação. – Quando cheguei, isso aqui estavabrabo. Hoje,oclube tem umaidentidade. Otime tem uma boa base e é respei- tado – observa o técnico. E se estava difícil para o Bo- tafogo,estava paraeletam- bém. Joelacabara deser de- mitido do comando da África do Sul. Quandosurgiu o con- vite parasubstituir Estevam Soares – que perdeu o empre- go após a humilhante goleada de 6 a 0 para o Vasco – sentiu um frio nabarriga. Mas lem- brou-se de suas raízes no clu- be. E topou o desafio. – Achavaque oBotafogo precisavademim eeupreci- sava do Botafogo. Tenho uma história bonita neste clube. Juntos, poderíamos sair da- quela situação – comemora. E deu certo. Joel foi colocan- do a casa em ordem, e logo veio aTaça Guanabara,nafinal contra o Vasco.No segundo turno, o rival foi o Flamengo – então tricampeão em cima do Glorioso. Uma vitória repre- sentaria a quebra da escrita e mais uma conquista pessoal.

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