Marcos Caetano

-->Mar cos Caetanomar cos.caetanoter ra.com.br-->Segundo turno-->É impr essionante a queda de pr odução do Fluminense e do Corinthians após a Copa-->C-->omo costumam apr egoar os políticos de todas as plu- magens, segundo turno é outr a história. No Campeonato Br asileir o , as coisas não são m ui- to difer entes. P ar ece uma sina: a cada ano que passa, basta vi- r armos o semestr e e começar- mos o segundo turno da com- petição par a que antigas certe- zas caiam por terr a. No Br asil, ao contrário do que ocorr e nos prin- cipais campeonatos do m undo , a lider ança no primeir o turno pa- r ece ser quase uma gar antia de que um time não será campeão . E é impossív el acompanhar a r ecente tr ajetória de Flumi - nense e Corinthians sem pen - sar nessa maldição . Como ocor - r eu no ano passado , o Br asi - leirão de 2010 está à deri v a, na base do “sou de quem quiser”. O pr oblema é que os f a v oritos par ecem não quer er . É impr essionante a queda de pr odução do tricolor carioca e do alvineg r o paulista depois da Co- pa do Mundo . O C orinthians ti- nha cem por cento de apr o v e i- tamento em seu estádio , m as agor a, além de ter per dido essa in v e ncibilidade, começa a tr ope- çar em seus domínios mesmo diante de ad v e r sários combali- dos como o Ceará. F or a de casa, onde não tinha um r etr ospecto brilhante, o T i mão par ecia ani- mado depois de conseguir um difícil empate contr a o Atléti- co-PR e uma linda vitória sobr e o Santos. Mas o tr opeço diante de um dos lanternas do campeonato – o Atlético-MG – enc heu a F iel de dúvidas. Ainda mais se f or le v ado em conta o f ator psico- lógico do time, que além de não conseguir encurtar a distância par a o líder , mesmo com tantos tr opeços do Flu, f oi par ar na ter- ceir a colocação . O Fluminense, mais do que per der a in v encibilidade em seu estádio , per deu seu estádio . F ato que, sem dúvida, atr apalha, mas não pode justificar tamanha queda de pr odução . Até por que a c ha v e da e xcepcional campanha do clube das Lar anjeir as er am os jo gos f or a de casa. A série de contusões que destr oçar am o ataque do time é a e xplicação oficial par a os tr opeços das úl- timas r odadas, algo que, par a mim, é menos importante do que a lanterna da competição – Atlé- tico-GO e G rêmio Prudente –, a v antagem atual dos comandados de Muric y seria enorme. Com Fluminense e Corin- thians liter almente caindo pelas ta belas, o C ruz eir o se animou. Não que o time de Cuca também não tenha vi vido os seus tr opeços no segundo turno , como a g o- leada diante do Santo seoe m - pate em casa com o Atlético-PR. No entanto , os mineir os têm o mérito de várias vitórias r ecen- tes f o r a de casa (Flamengo , P al- meir as, A v aí, Goiás) e um triunf o contr a o f orte Inter . P or conta desse r etr ospecto , se v encer o Flu em Uber lândia, a Raposa c hegará ao topo . Não e xiste essa história de final antecipada, mas o confr onto de domingo pode co- meçar a definir a competição . Se o Cruz eir o v encer , embala de v ez – e n a hor a certa. Se per der , p e- gará o Grêmio no Olímpico e po- de se complicar . Com o elenco que tem, se o Fluminense r een- contr ar a moti v ação e o apoio da tor cida, pode construir uma a r- r ancada. Só que o jo go pode dar empate, e aí o Corinthians, que tem a ta bela mais fácil, é que r ece berá uma injeção de ânimo . F alei no Grêmio e ac ho que aqui v ale um r ecado par a g r e - mistas, color ados, santistas, botaf o guenses, atleticanos pa - r anaenses e até palmeir enses: a distância que o Flamengo ti - nha par a os líder es, a esta al - tur a do campeonato do ano pas - sado , er a maior ou igual a que seus times têm agor a par a o topo . O segundo turno está lon - ge de aca bar – e eu não acr edito que esse título seja um assunto par a apenas três times. o f ato de o time ter sido a ban- donado pela tor cida. Uma tor- cida que não consegue colocar 15 mil pessoas n u m estádio na pró- pria cidade, mesmo quando af a- ga um título que não vê há 26 anos, não me par ece mer ecedor a da conquista. T i v esse le v ado 40 mil pessoas a cada partida no Engenhão e o Flu poderia ter hoje uma lider ança m uito f o l- gada. A per da da lider ança de público coincidiu e xatamente com a per da de brilho da equipe. Coincidência? Não cr eio . Isso sem f alar que, se não ti v esse per- dido de dois times que ocupa v am