Lutando pela derrota

-->A seleção brasileira mostr ou que é imbatível no vôlei até mesmo quando não quer vencer-->P-->er doe-me leitor , mas não posso deixar de cortar essa bola le- v antada por uma estr anha par- tida de vôlei, no sábado , entr e Br asil e Bulgária pelo Mundial em cur so na Itália. As duas seleções entr ar am em quadr a dispostas a f az er em tudo pela d e r ro t a ! O Br asil saiu “v encedor” – per deu por 3 a 0 – e xibindo um jo go da pior qualidade e r e v elando ao m undo que é imbatív el também quando não quer v e ncer . Mante v e-se atrás do mar c a- dor dur ante os três sets, err ando tudo o q ue podia com um indiscutív el ta- lento . Bem que a Bulgária se esf orçou par a per der , mas sempr e que amea- ça v a ficar em desv antagem no placar o Br asil capric ha v a e saca v a par a f or a. F oi uma derr ota indiscutív el. V ocê então per- guntará: por que es- sa imor al e indisf ar- çáv el pantomima? P o r que as duas sele- ções queriam ir par a Roma, onde e vita- riam dar de car a com Cuba na f ase seguinte do torneio . Uma pr etensão pequena demais par a os estr agos que pr o v ocou na digni- dade das equipes e no princípio olím- pico do Barão de Coubertin (“o im- portante é competir”). Não houv e por parte das seleções um mínimo empenho p ar a fingir inter esse pela vitória, e o público que lotou o ginásio de Ancona lo go per ce beu o embuste, v aiando impiedosamente o anda- mento da partida, uma comédia, ou melhor , uma tr agédia de err os. F oi um constr angimento ger al pa- r a o locutor , comentaristas, telespec- tador es e atletas. Giba – que já f oi o melhor do m undo – declar ou depois da partida que aquilo tinha sido uma manc ha neg r a (ou manc hete neg r a!) “na minha carr eir a”. O tr einador Bernar dinho ainda tentou tir ar o seu da r eta, disf arçando e deslocando o eixo da entr e vista par a a ausência de le v antador es – te v e que impr o visar o oposto T heo – na seleção . P orém, o e x-jo gador Nalbert, que se r e v elou um e xcelente comentarista, não dei- xou bar ato e escancar ou as v er da- deir as r azões da “brilhante” derr ota b ra s i l e i ra . O Br asil per deu com toda justiça, e vitou os cubanos e se instalou em Roma, onde jo gou ontem contr a a República Tc heca. A derr ota te v e a v antagem de ofer ecer um mer ecido descanso ao nosso Bernar dinho , que dur ante a partida com a Bul - gária não se e xal - tou, não v ocifer ou, não e xpr essou qualquer contr a - riedade, compor - tando-se com a fi - dalguia de um aris - tocr ata inglês. T ambém, ia diz er o quê? “V issoto , vê se ataca com mais de- licadeza! Rodrigão , pelo amor de Deus, e vita o bloqueio ou somos ca- paz es de v encer o jo go!” O Br asil não pr ecisa v a f a z er ta- manho papelão . T em um currículo de títulos e conquistas que o cr edenciam como o melhor do m undo na moda- lidade. Afinal, quantas v e z es já der- r otamos os r apaz es de Ha v ana nos últimos tempos? Como se costuma diz er em todo esporte de competição , “quem quer ser campeão não escolhe ad v e r sários”. O B r asil fez uma pés- sima escolha ao optar por uma der- r ota pr emeditada.