Carlos Eduardo Novaes

-->cen13ter ra.com.br-->O segundo turno-->O único candidato nanico a apar ecer nos debates foi o Plínio, e ninguém sabe o motivo-->U-->m domingo sem fute bol é como um mor ango sem cr eme, um ônibus sem passageir o , uma c hurr ascaria sem picanha, um v erão sem sol, um morto sem v elório , um c huv eir o sem água... Contin ua v ocê! Ainda bem que temos uma eleição- zinha pela fr ente par a e xer citarmos nosso cor ação de tor cedor . Meu amigo Lala (Evilasio par a os não-ín - timos) fez as contas: São 135 milhões de eleitor es que, n um espaço de no v e hor as, terão – cada um – que digitar 25 v ez es a urna eletrônica! V ai ha v er um mon umental con - gestionamento cívico . P ensando nisso , Lala se mandou cedinho par a sua seção , não sem antes me telef onar par a sa ber em quem v otar . Lala entende tanto de política quanto de fute bol, ou seja, nada! T inha apenas o nome do candidato à pr esidência: – V ou v otar no Eymael! – disse-me. – Quem? – J osé Eymael. Eu o vi na tele visão . De todos é o que tem mais car a de pr esiden- te da República! – Quem vê car a não vê eleição! V ocê v ota pela ca- ra? – Não tem nego que v ota por empr ego? Cesta básica? Dentadur a? – V ai jo gar seu v oto f or a! – Não senhor . Me disser am que Eymael tem 1% das pr eferências e Serr a tem 27%. – Com essa difer ença, ac ha que Eymael tem alguma c hance? – Clar o! O car a disse que a mar gem de err o er a de 30 pontos per centuais! – P or que não v otar no Serr a? – O Serr a tem uma car a sinistr a. Um sorriso de co v eir o . – V ota na Marina! – A Marina tem car a de pr ofessorinha de g rupo escolar do interior . – Que tal a Dilma? – A Dilma sempr e enfezada, com aquele pescocinho g r osso , par ece uma halter o- filista búlgar a! Me f ala dos candidatos pa- r a os outr os car gos. – V ocê não v ai guar dar de ca beça. Nosso pr ocesso de v otação é coisa de sueco . É melhor f az er uma cola! – P ode diz er . P ode diz er que v ou escr e v er na palma da mão , como nos tempos de co - légio. – Não sei se v ai ca ber tudo . V ocê tem mão g r ande? Combinamos de almoçarmos na Clã, a casa clandestina, par a depois acompanhar - mos o mo vimento das apostas que seriam encerr adas às 17h, junto com o fec hamento das urnas. O totalizador da corrida pr esi - dencial aponta v a o f a v orito das apostas: Iv an Pinheir o , do PCB. F a v orito , bem entendido , par a c hegar em quarto lugar . A postador quer sentir a emoção dos seus palpites e, como no alto da ta bela os três primeir os lugar es pa - r eciam definidos, todo m undo carr egou as apostas nos seis nanicos, onde o quarto colocado ainda er a uma incógnita. Eles n unca f or am con vidados par a os de bates na TV e seus per centuais perma - neciam desconhecidos do g r ande público . V ai que o Rui Pimenta, do PCO , dispar asse na crista de uma onda com uno-operária? O único nanico que deu as car as na telinha f oi Plínio Sampaio , e ninguém sa be dos moti v os par a tal deferência. T alv ez, como disse o Sir kis, por que Plínio ale- g r asse os de bates, uma espécie de T iririca entr e os pr esidenciáv eis. Enfim, na casa de apostas ninguém acr e- dita que a eleição vá par a o segundo turno (apesar dos esf orços de certa mídia con- ser v ador a). Ou seja, em matéria de se- gundo turno v amos ter que aguar dar pela próxima r odada do Br asileirão . Uma dis- puta m uito mais emocionante.