Esquerda unida só no 2º turno

O impasse entre o PT e o PDT impede que os partidos de esquerda se unam em torno de uma  candidatura única à Presidência da República. Em sua última tentativa de diálogo, ontem, as lideranças do PT, PDT, PC do B e PSB decidiram seguir divididos até as eleições de 7 de outubro para somente a partir daí apoiarem aquele que chegar ao segundo turno, apostando que haverá um candidato de esquerda na disputa.   

“A esquerda tem causas e luta unida por suas causas. Se não estivermos unidos no primeiro turno, estaremos com certeza no segundo”, afirmou a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), ao final da reunião.

A presidente do PC do B, deputada Luciana Santos (PE), confirmou a homologação da candidatura de Manuela D’Ávlia na convenção marcada para hoje. Mas não descartou que no decorrer do primeiro turno a candidata renuncie, caso haja consenso pela unidade dos partidos. “Nós vamos homologar (a candidatura) na perspectiva de fazer o debate de ideias e o tempo político é que vai construir as alternativas que vão ser apresentadas durante a campanha até onde for possível”, disse a deputada.

Na reunião, da qual participaram também os presidentes do PDT, Carlos Lupi, e do PSB, Carlos Siqueira, os partidos fizeram um mapeamento das alianças de esquerda nos estados. O PSB é o único que não terá candidato próprio. Siqueira disse, ao deixar a reunião, que somente na convenção será possível dizer qual candidato o partido apoiará, entre Ciro Gomes e o do PT. Há chance ainda de os convencionados decidirem pela neutralidade, facilitando as alianças regionais.