Candidatos à Presidência têm mais de 50% de rejeição

Lula à frente, com 29%. Nos cenários sem o ex-presidente, Bolsonaro lidera

Às vésperas da convenção nacional do PT que irá homologar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à sucessão presidencial de outubro, o líder petista segue à frente nas pesquisas para o primeiro turno das eleições Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado ontem, mostra que o ex-presidente mantém o patamar de 30% dos votos.

No primeiro dos três cenários, Lula aparece com 29% e Jair Bolsonaro (PSL) com 21,8%. Em terceiro lugar, Marina Silva (Rede) fica com 9,2%, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) empatam na quarta posição com 6,2% e 6,0%. Em sexto, aparece Álvaro Dias (Podemos), com 4,2% das intenções. Manuela D’Ávila (PCdoB) fica com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 0,8% e Guilherme Boulos (PSOL), com 0,5%. Cerca de 16,2% estão indecisos e 3% não souberam responder.

Já nos dois cenários sem Lula e com outros candidatos do PT, Bolsonaro vence. O deputado federal do PSL atinge 23,8% quando o candidato petista é o ex-prefeito Fernando Haddad. Marina Silva aparece com 14,4% e Ciro Gomes com 10,7%, empatando dentro da margem de erro (2 pontos percentuais) na disputa para ir ao segundo turno das eleições. O ex-governador Alckmin ocupa o quarto lugar com 7,8% e Álvaro Dias fica com 5%. Haddad tem apenas 2,8% das intenções de voto. Nessa amostragem, a candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila surge com 1,7%, seguida de Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), ambos com 1%.

No cenário que traz o ex-governador Jacques Wagner como candidato do PT, Bolsonaro lidera com 23,5%, seguido por Marina (14,3%) e Ciro (10,8%). Em seguida, vêm  Alckmin (7,9%) e Alvaro Dias (4,9%). Wagner iguala o desempenho de Haddad e atinge só 2,8% dos eleitores.   Manuela aparece com 1,8%, Meirelles e Boulos, empatados com 1,2%.

O congresso do PT será realizado no próximo dia 5 e a legenda pretende registrar a candidatura do ex-presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 15 de agosto, em ato político que está sendo organizado em Brasília. Enquanto isso, o partido tenta na Justiça garantir o direito de Lula de dar entrevistas e gravar vídeos.

O levantamento também mediu a avaliação da população sobre o presidente Michel Temer que ficou com 4,5% de bom e ótimo, 78,1% de ruim e péssima e 16,2% de regular. A desaprovação da gestão do emedebista chegou a 87,4% enquanto a aprovação foi de 9,1%. A pesquisa ouviu 2.240 eleitores, em 26 Estados e Distrito Federal e em 170 municípios brasileiros entre os dias 25 a 30 de julho, com margem de erro de aproximadamente 2,0%. 

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Ninguém escapa da rejeição

O Instituto Paraná também mediu o índice de rejeição dos candidatos ao Palácio do Planalto e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) tem o pior índice quando a pergunta é em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para presidente do Brasil. O petista, um dos nomes cotados pelo partido para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso tenha o registro de candidatura impugnado, aparece com 67%.

O segundo candidato com maior rejeição é o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) com 63,3%, em seguida vem o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) com 62,3%, Ciro Gomes (PDT) com 58,9%, Marina Silva (Rede) com 55,2%, Jair Bolsonaro (PSL) com 54,3% e Lula (PT) com 54,1%.

O ex-presidente Lula, no entanto, tem a maior aceitação na pesquisa estimulada quando a pergunta é em quem votaria com certeza para presidente do Brasil, 21,3%. Na mesma amostragem, 35,4% disseram que poderiam votar em Marina Silva (Rede) para ocupar o Palácio do Planalto, 28,3% em Ciro Gomes (PDT) e 28% em Geraldo Alckmin (PSDB). Nesse caso, 23,5% afirmaram que poderiam votar em Lula.