GO: líder nas pesquisas, Garcia lança plano de governo nesta sexta 

Líder nas pesquisas de intenção de voto divulgadas, o atual prefeito deGoiânia, e candidato à reeleição pelo PT, Paulo Garcia, lançou oficialmente seu plano de governo para um eventual segundo mandato, em evento no Augustus Hotel, no centro de Goiânia. Segundo Paulo Garcia o plano - um volume de mais de 100 páginas, com 80 projetos detalhados - foi construído com sugestões de segmentos organizados da sociedade. "Esse plano foi discutido com a sociedade, com todos os partidos que compõem a aliança. Ao longo de toda a campanha nós já o estamos divulgando", disse o candidato.

Paulo Garcia disse que a tônica do segundo mandato a frente da Prefeitura será a aplicação do conceito de sustentabilidade na administração. "Oportunidades iguais para todos, para cada homem e cada mulher alcançarem os seus destinos, preocupação ambiental e planejamento do desenvolvimento", resumiu.

Segundo a assessoria de campanha de Paulo, mais de mil sugestões feitas pelos colaboradores foram acatadas no documento, que abrange os mais variados setores, como saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana, habitação, meio ambiente, assistência social e outros.

No poder a pouco mais de dois anos e quatro meses, sucedendo o ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) como vice quando este se afastou da prefeitura para concorrer ao governo em 2010, Paulo Garcia diz tem gostado da campanha até agora. "Foi muito produtiva, muito festiva e alegre, a cada dia mais acolhedora. Nesta reta final, a nossa disposição aumenta, a nossa responsabilidade se avoluma, vamos trabalhar mais ainda", prometeu.

O petista foi discreto e não respondeu diretamente quando questionado se sua coordenação de campanha já trabalharia com algum plano para um possível ¿ e hipotético - segundo turno. "Vamos aguardar o dia 7, as manifestações dos eleitores", preferiu dizer.

O prefeito também não quis comentar se, no seu segundo mandato, traria de volta ações administrativas implantadas por governos anteriores do PT, de Darci Accorsi e Pedro Wilson - como o Orçamento Participativo - que foram abolidas quando Iris Rezende e o PMDB assumiram a prefeitura, em 2005. "Nós continuamos da mesma forma como iniciamos: tudo o que a gente vai fazer a gente anuncia através dos programas, dos meios de comunicação e agora no Plano de Governo", despistou.

Denúncia

O prefeito disse ainda não ter informações suficientes para se posicionar sobre a ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo Ministério Público Eleitoral de Goiás (MPE-GO) no último dia 25 contra o secretário de Habitação de Goiânia, Luiz Fernando Santana, por suposto uso do programa federal de habitação popular "Minha Casa, Minha Vida" para fins eleitorais.

Sob suspeitas de, entre outras denúncias, favorecimento indevido em doações de casas populares, o Ministério Público Federal (MPF) pediu, liminarmente, o afastamento do secretário, até as eleições. O ex-secretário da pasta, o vereador em campanha pela reeleição, Paulo Borges (PMDB), também foi acionado. "Não tenho conhecimento formal. Eu li alguma coisa nos meios de comunicação, me parece que é uma denúncia oferecida pelo Ministério Público, mas não houve nenhuma citação formal, oficial, para a prefeitura. Não conheço o conteúdo", disse Paulo sobre o caso.

Sobre a possibilidade de afastar o secretário de habitação, como pediu o MPF, Paulo também não foi objetivo. "Sou muito responsável. Só tomo atitudes com base em informações sólidas e oficiais. Não tenho informações para te responder", afirmou.