Saúde contradiz Serra: investimos R$105 milhões contra o crack

O ministério da Saúde rechaçou na noite desta quinta-feira o comentário do candidato à prefeitura de São Paulo pelo PSDB, José Serra, que a cidade não recebeu dinheiro para combater o crack na capital paulista. De acordo com nota enviada pela assessoria do ministério, até junho de 2012, R$ 105 milhões foram repassados do governo federal para o Estado de São Paulo.

"Até junho de 2012, foram investidos pelo ministério da Saúde R$ 105,7 milhões ao estado e aos municípios paulistas, incluindo a capital", afirma a nota. "Esses recursos fazem parte do programa Crack, É possível vencer, lançado em 2011 pelo governo federal, e são utilizados para abertura de novos serviços de saúde e custeio dos atendimentos e leitos destinados ao atendimento de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS)."

Durante uma caminhada nesta quinta-feira, na região central de São Paulo, José Serra foi abordado por eleitores que pediram ações sobre a Cracolândia, como é conhecida a região que concentra usuários de crack, próxima dali. "Eu vou continuar e vou ampliar e intensificar a guerra ao crack. Porque Cracolândia não é uma coisa boa, não é um problema de direitos humanos. Direitos humanos é atender essas pessoas, é induzi-las a serem tratadas", afirmou o tucano, e criticou o governo federal e sua política de combate às drogas.

"Nós fizemos muitos leitos de clínica de reabilitação e o ministério da Saúde não dá um centavo para isso", disse José Serra, citando o Complexo Prates - centro de atendimento social e saúde inaugurado em março deste ano, com dois meses de atraso, com presença do prefeito Gilberto Kassab (PSD), do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Eles não deram nada de dinheiro, aquele ministro da Saúde, que é bom pra aparecer e ruim pra fazer veio aí, fez um fru-fru e deu a ideia de que o governo federal estava fazendo, e o governo federal não está fazendo nada."

A nota do ministério da Saúde ainda afirma que até 2014, "o programa prevê R$ 2 bilhões" para abertura de novos serviços e custeio dos atendimentos aos usuários da droga.