Aécio Neves viaja a Sergipe para apoiar candidatos do PSDB

Obedecendo a agenda de viagens que tem feito para apoiar candidatos tucanos ou aliados pelo país, o senador Aécio Neves, provável candidato a Presidente da República pelo PSDB em 2014, esteve em Sergipe, nesta quarta-feira (26), para atos em Aracaju e no município de Itabaiana. O parlamentar chegou à capital por volta das 15h30 e seguiu direto para Itabaiana, onde levou o apoio ao candidato Valmir dos Santos Costa, o 'Valmir de Francisquinho' (PR). O convite partiu do senador sergipano Eduardo Amorim (PSC).

Segundo Aécio, ele veio reforçar a campanha à chapa da sua companheira de partido em Itabaiana, a vice-prefeita Lourdes Machado. "É muito importante que os prefeitos eleitos tenham grupos políticos e aliados no Congresso Nacional que possam ajudá-los a cada vez mais defender os interesses das suas cidades e levar a elas benefícios", ressaltou.

Após um discurso agitado, o senador mineiro seguiu para a capital sergipana trazendo seu apoio político ao candidato a prefeito da coligação "Aracaju não pode esperar", o democrata João Alves Filho. "Aracaju vai eleger um prefeito que tem duas qualidades dignas dos grandes homens públicos: sensibilidade e capacidade. Isso João Alves Filho tem de sobra e vai fazer o melhor pelo seu povo e por sua cidade", disse Aécio em um palanque improvisado na carroceria de uma camioneta e acompanhado do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, e do senador pela Paraíba Cássio Cunha Lima.

Cotado como presidenciável nas próximas eleições, Aécio foi questionado por jornalistas se estaria trabalhando visando à sucessão de 2014. "Claro que 2014 é uma preocupação nossa, mas não nesse momento", afirmou. O senador foi sabatinado também a respeito do que achava do veto da presidente Dilma Rousseff em cima da emenda que zerava os impostos sobre os alimentos da cesta básica e ele afirmou que lamentava profundamente a decisão. "Essa é uma proposta que diminuiu os custos das famílias de baixa renda. Então, esse veto não condiz com o discurso do PT. Mostra que o PT é um no palanque e outro quando governa", destacou Aécio.

O parlamentar falou ainda sobre o chamado mensalão mineiro que, em 1998, de acordo com o Ministério Público Federal, financiou ilegalmente a derrotada campanha à reeleição do ex-governador mineiro e hoje deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), por meio de desvio de recursos públicos e empréstimos fictícios obtidos por agências do empresário Marcos Valério.

"Tem que ser julgado, independente de filiação partidária. Temos hoje no Brasil instituições absolutamente sólidas que não sofrem nem se submetem a pressões externas. Nós teremos um país melhor a partir desse julgamento (o do mensalão petista). Futuramente, outras ações, quando os indícios forem fortes o suficiente para ir a julgamento, têm que ser julgadas. E se alguém cometeu atos incorretos, seja no meu partido ou no partido adversário, devem responder por eles", declarou Aécio.