Serra ataca PT e diz que Marta na Cultura foi 'toma lá, dá cá' 

A propaganda eleitoral de José Serra, candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, exibida na noite de quarta-feira atacou o PT e classificou a nomeação de Marta Suplicy para o Ministério da Cultura como um "toma lá, dá cá". No horário eleitoral, o tucano associou a nomeação da senadora ao apoio que ela anunciou, nesta semana, ao candidato petista ao Executivo paulistano.

No programa de TV, um ator afirmou que "o PT voltou a aprontar" e manchetes de jornal sobre a nova ministra são apresentadas, seguidas do comentário: "ministério como moeda de troca?". Na sequência, o ator disse que "São Paulo não é a casa da sogra para ser usada assim pela turma do PT", e concluiu questionando se os petistas buscam a eleição na capital paulista para "criar taxas e mais taxas".

O programa também criticou a atuação de Marta à frente da prefeitura em relação à área da saúde, associando a gestão da petista às de Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta (PTB). Novamente, manchetes de jornal apareceram, mencionando cortes de gastos para o setor e situações precárias na rede.

Depois, o tucano apresentou suas realizações quando prefeito. O líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), também foi alfinetado indiretamente por Serra. O tucano afirmou que "não adianta querer reinventar a roda nem chegar com solução mágica", uma referência à proposta do apresentador de TV de pagar R$ 20 mil de salários aos médicos da cidade.

Petistas contra-atacam

Haddad também usou o programa eleitoral para atacar Serra, acusando o tucano de tentar "inutilmente, confundir as pessoas com dados falsos sobre o Bilhete Único". Um ator esclareceu os valores da proposta, e reafirmou que o atual bilhete - válido por três horas - vai continuar valendo. Em propagandas anteriores, o candidato do PSDB afirmou que, com a proposta petista, os usuários pagariam passagem mesmo que não usassem o sistema de transporte, o que seria uma forma de aumentar as taxas.

No horário eleitoral, o PT mencionou a capacidade de Haddad de "transformar impostos em qualidade de vida", e o ex-ministro da Educação aparece na sequência dizendo que terá "respeito ao dinheiro do contribuinte". O programa citou o Prouni, criado quando o petista estava na pasta de Educação, e o Fies, da mesma época, que "fez imposto virar educação". Também afirmou que, se eleito, Haddad vai "diminuir o imposto para aproximar o emprego do trabalhador".

A proposta do Arco do Futuro voltou a aparecer, com o candidato petista destacando o uso de uma antiga fábrica como polo tecnológico para gerar empregos na região da avenida Jacu-Pêssego, zona lesta paulistana. Sobre a escolha do lugar, justificou: "porque é para cá que virá a Universidade Federal da Zona Leste".

A presidente Dilma Rousseff também apareceu, afirmando que admira no correligionário a forma como "consegue ao mesmo tempo ser ousado e ter os pés no chão". A saúde foi brevemente citada no programa petista, em menção à proposta da Rede Hora Certa, que concentraria procedimentos no mesmo lugar e realizados com hora marcada.

O programa encerrou com um clipe que, indiretamente, criticou as administrações rivais anteriores, ao mencionar que o atual prefeito, que apoia Serra, "teve dinheiro, só não teve vontade".