Serra ataca Haddad em horário eleitoral

A propaganda de José Serra, do PSDB, transmitida nas rádios na manhã desta quarta-feira, atacou Fernando Haddad, afirmando que suas propostas eram "mirabolantes". A propaganda ainda criticou a administração de Marta Suplicy (PT) na prefeitura e, como de costume, contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Ambos debateram o problema das creches na capital, e Serra, entre ataques a Marta, disse que vai pegar recursos do governo do estado para ampliar o serviço. "O importante é aumentar a oferta do bom atendimento de creches", afirmou o tucano, que prometeu criar o serviço perto de estações de ônibus e metrô.

Com a participação habital do ex-presidente Lula, o programa de Fernando Haddad focou na moradia. "A atual prefeitura foi a que menos produziu moradias, em um momento que o Brasil se beneficia do maior programa habitacional da história", afirmou Haddad, em uma alusão ao "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal. O candidato prometeu 55 mil moradias em quatro anos. "O triplo do que eles fizeram em oito", comentou ele, que prometeu também regularizar propriedades e aumentar as áreas verdes. 

O programa do PT também elogiou a administração de Haddad no Ministério da Educação. Marta Suplicy, que substituirá Ana de Hollanda no Ministério da Cultura, também participou do programa apoiando Haddad.

Já Gabriel Chalita, postulante do PMDB, comentou a proposta do "Expresso Zona Leste", um ônibus sem parada que sai de pontos como Itaquera e Penha para o centro da cidade. "Enquanto o Expresso Zona Leste vem passando, os semáforos vão abrindo e ele não para", explicou o candidato, que promete uma duração de apenas meia hora no trajeto e que as obras terão custo menor que as de metrô.

Levy Fidelix (PRTB) prometeu descentralizar a cidade e diminuir o trânsito. Ele quer descolar a rodoviária do Tietê e levar para o Rodoanel, assim como a Ceagesp. Levy prometeu mudar de lugar também o aeroporto de Congonhas para desafogar o trânsito na Avenida 23 de Maio.

Carlos Gianazzi (Psol) atacou mais uma vez a chamada "privataria tucana", e afirmou que vai resgatar a saúde. Plínio Sampaio participou da propaganda eleitoral do candidato. Já o programa de Ana Luíza, do PSTU, transmitiu o jingle da campanha da candidata, assim como Eymael, candidato do PDC.

Paulinho da Força (PDT) exaltou o tamanho da capital paulista e prometeu melhorias para a cidade. Celso Russomanno (PRB) também focou na moradia. O candidato prometeu que vai construir casa para "quem não tem". Soninha Francine (PPS) criticou a burocracia que, segundo ela, "enlouquece o cidadão honesto". "Eu vou simplificar os processos, colocar tudo na internet, ser transparente e economizar as idas e vindas", disse ela.

Miguel, do PPL, focou seu programa na criação de jardins de infância, escolas e creches. Anaí Caproni, do PCO, criticou as gestões recentes, mencionando a "privatização" e "o favorecimento descarado" de imobiliárias.