Marta aparece pela primeira vez na propaganda de Haddad

A ex-prefeita de São Paulo e senadora Marta Suplicy (PT-SP) apareceu pela primeira vez no programa eleitoral do candidato petista à prefeitura da capital paulista, Fernando Haddad transmitido no rádio nesta segunda-feira. Marta, que selou sua entrada na campanha do candidato há duas semanas, já tinha aparecido nas inserções de TV do candidato.

A candidata falou sobre a retomada de um de seus projetos de governo, o programa "Vai e Volta"¿, de transporte escolar, que, segundo ela, será retomado e melhorado por Haddad, que apresentou sua proposta de escola em tempo integral no programa desta segunda-feira. Segundo o candidato, o transporte escolar é fundamental para que sua proposta funcione.

Além de Marta, o programa de Haddad trouxe mais uma vez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um papel de destaque. Bem humorado, Lula citou até sua esposa, Marisa Letícia, para pedir votos para o ex-ministro da Educação e afirmou que o projeto de educação apresentado pelo candidato será capaz de ajudar São Paulo a melhorar seu desempenho nos índices de avaliação da educação no Brasil.

José Serra (PSDB) usou novamente seu programa para reafirmar sua permanência na prefeitura caso seja eleito. Segundo o tucano, que deixou a prefeitura em 2006 para disputar o governo de São Paulo, o ato foi necessário para que o Estado não caísse nas mãos do PT.

Além disso, críticas aos demais candidatos também foram apresentadas. Sem citar nomes, os apresentadores da propaganda tucana alertavam o eleitor sobre o risco das promessas de outros concorrentes. O programa de Serra afirmou que os demais concorrentes apresentam "propostas mirabolantes, que só funcionam no computador", e usou o "Fura Fila", feito na gestão de Celso Pitta (PTB), como exemplo deste tipo de obra.

Novamente Serra usou sua parceria com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para apresentar propostas de governo. Nesta segunda-feira, o tucano prometeu reurbanizar favelas e beneficiar famílias que vivem em locais sem serviços básicos como água, energia e esgoto.

Gabriel Chalita (PMDB) passou por uma "prova surpresa" em seu programa, e foi questionado pelas duas apresentadoras sobre problemas da cidade nas áreas de saúde e educação. Tentando se mostrar conhecedor dos problemas e soluções para a cidade, o peemedebista fez diversas promessas, como construir 57 Unidades Básicas de Saúde (UBS¿s), 39 Unidades de Pronto Atendimento (UPA¿s) e manter em funcionamento as unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA¿s)

Chalita também prometeu criar escolas de tempo integral e vagas em creche, que serão criadas através de convênios com o com o Programa ProInfância, do governo federal. O candidato aproveitou ainda para criticar o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e afirmou que São Paulo sofre com falta de vagas porque "o prefeito não foi atrás" dos recursos que, segundo ele, estiveram disponíveis.

O peemedebista ironizou também a propaganda do candidato José Serra, que utiliza uma adaptação da música "Eu quero tchu, eu quero tcha" como jingle de campanha. Ao mostrar depoimentos favoráveis ao candidato, uma mulher diz não querer "nem tchu, nem tcha", e sim Chalita, em uma menção à candidatura tucana.

Paulinho da Força (PDT) também apresentou proposta para a Educação e foi mais um a apostar no modelo de escolas em tempo integral como forma de melhorar o ensino na cidade. O senador Cristovam Buarque (PDT-PE) foi usado e pediu votos para seu partidário.

Soninha Francine (PPS) apresentou a história de 'Tatau', um usuário de crack, para apresentar suas propostas para a recuperação de usuário de drogas. Carlos Giannazi (Psol) usou seu vice, Edmilson Costa (PCB), que falou sobre a tentativa de criação do "poder popular".

Levy Fidélix (PRTB) novamente questionou as pesquisas de intenção de votos, que o apresentam sem pontuar. José Maria Eymael (PSDC) criticou a gestão na saúde, e Miguel Manso (PPL) também pautou seu programa em críticas.

Ana Luiza Figueiredo (PSTU) usou seu espaço apenas para seu jingle, enquanto a propaganda de Anaí Caproni (PCO) foi apresentada em "homenagem" aos funcionários dos Correios, que lutam por melhorias salariais.