RJ: para Freixo, Paes levou fila dos hospitais 'para o computador' 

O candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (Psol), visitou na manhã desta segunda-feira a Policlínica Rodolpho Rocco (PAM de Del Castilho) e a Unidade de Pronto Atendimento do Complexo do Alemão (UPA), na zona norte da cidade, e criticou a gestão do prefeito e candidato à reeleiçãoEduardo Paes (PMDB)em relação à saúde na capital fluminense.

Para Freixo houve apenas maquiagem por fora, pois o caos no atendimento dos hospitais continua. "Tiraram as filas das portas dos hospitais e dos postos de pronto atendimento, e levaram para dentro do computador. Mas o problema da saúde não está resolvido e nem funcionando", afirmou.

Para o candidato, os salários diferenciados vêm causando grande colapso na saúde da cidade, pois virou uma moeda de troca entre o governo e a iniciativa privada. "A saúde não pode fazer parte do jogo político. Nem servir de marketing para os políticos arrecadarem dinheiro para suas campanhas. Senão vamos continuar sendo a pior saúde pública do Brasil."

Para Freixo, a atual gestão do prefeito Eduardo Paes é caótica e ineficiente, principalmente no que tange os hospitais municipais, as UPAs e as Clínicas da Família. "Não há gestão que dê certo diante dessa bagunça generalizada que se tornou a saúde pública do município. Criança não pode ficar doente no fim de semana, aqui na região, pois não há pediatras nem na UPA e nem no PAM."

Outro ponto levantado pelo candidato socialista é a falta de leitos nos hospitais do município, que passa por uma rede que não funciona, e que não é nem registrado como um problema, pois não aparece na rede, já que o paciente fica numa maca nos corredores dos hospitais. "Um dos problemas do Rio é que o paciente recebe o primeiro atendimento nas UPAs ou nos pronto-atendimentos, mas não tem como dar continuidade ao tratamento, pois não há leitos em hospitais especializados para a transferência."

Durante a visita, o candidato foi interpelado por uma mulher desesperada pedindo ajuda para sua mãe, que está em uma maca desde sexta-feira no PAM sem conseguir vaga no Hospital Municipal Salgado Filho, para onde tem que ser transferida.

Segundo Luciene Pereira, sua mãe está inconsciente em cima de uma maca e sem atendimento adequado. "Minha mãe está jogada desde sexta-feira inconsciente em cima de uma maca. E eles simplesmente falam que não tem leito. Ela está roxa. Será que eu vou ter que ver a minha mãe morrer, por pura negligência dessas pessoas", gritou, chorando, Luciene.

Freixo foi até a administração do pronto atendimento tentar ajudar a resolver o problema da mãe de Luciene. Segundo o candidato, a administração da unidade ficou de resolver o problema o mais breve possível.

Durante visita a UPA do Complexo do Alemão, Freixo afirmou que vai manter todas as UPAs abertas e dar continuidade aos serviços que estão dando certo. Para ele, uma gestão não tem que apagar a outra, e sim continuar o trabalho.

"Essa história que um projeto que era bem sucedido numa gestão anterior tem que acabar, por lembrar uma marca de um ex-prefeito, é um absurdo. Política publica é exatamente uma política de estado e não de governo. O que deu certo na gestão anterior pode e deve ser usado pelos atuais, independente se isso faz ou não uma ligação de imagem de um ex-gestor", disse o candidato.