Paes arrecada R$ 2,8 milhões; 28 vezes mais que Freixo 

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), lidera disparado a arrecadação financeira de campanha entre os candidatos à prefeitura da capital carioca. Ele informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que arrecadou até o momento R$ 2.884.925. Já os gastos do concorrente peemedebista foram de R$ 728.206. Em segundo, muito atrás, aparecem receita e despesa do candidato Marcelo Freixo (Psol). Ele diz ter arrecadado R$ 102.929 e gasto R$ 95.771.

Os números do candidato do DEM, Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito César Maia, chamam a atenção pela disparidade entre arrecadação e despesas, além dos gastos empenhados. Na declaração à Justiça Eleitoral, o concorrente da coligação "Um Rio melhor para os cariocas" diz ter recebido R$ 80 mil, gastado R$ 60.120, mas já empenhou gastos quase dez vezes maiores, de R$ 768.168. Apesar do rombo inicial, a informação na coordenação de campanha de Maia é de que "os números estão dentro do esperado e começam a crescer a partir de agosto".

O tucano Otavio Leite declarou arrecadação total de R$ 97,5 mil neste primeiro mês de campanha e gastos de R$ 79,8 mil. A candidata do PV, Aspásia Camargo, informou ao TSE que não teve receita e despesas de campanha até o momento.

Previsão geral

Nos dados repassados ao TSE no início da disputa, Eduardo Paes, cujo arco de alianças tem 20 partidos, é o que estima gastos totais de maior volume na tentativa de se reeleger. Sua previsão é de um limite máximo de despesas de R$ 25 milhões. O número é R$ 2 milhões superior ao da soma dos seus quatro principais concorrentes juntos.

Rodrigo Maia (DEM) estipulou teto de gastos de R$ 9 milhões. A candidata verde Aspásia Camargo aparece em terceiro nas estimativas totais de despesas, com limite máximo de R$ 7 milhões. Já o tucano Otávio Leite declarou teto de R$ 4,5 milhões e Marcelo Freixo, de R$ 2,5 milhões. Juntos, eles prevêem gastos de R$ 23 milhões.

Financiamento público

Durante o dia, antes da divulgação oficial do TSE sobre a prestação de contas parcial de campanha, Marcelo Freixo (PSol) voltou a defender o financiamento público que, segundo ele, é uma forma de arrecadação mais transparente para gerir o dinheiro de campanha. "Evita-se, assim, a possibilidade de caixa dois, acabando com a corrupção generalizada que acontece nas campanhas eleitorais".

Já o prefeito Eduardo Paes, também no início do dia, se restringiu a dizer que "o comitê de campanha já deve ter prestado (as contas)" e que não sabia os valores. A assessoria de imprensa de Otavio Leite voltou a afirmar que "a campanha estava apenas no começo" e que não havia motivos para apreensão com números ainda tímidos. O mesmo foi informado pela campanha de Rodrigo Maia.