PE: ex-aliados, petistas e socialistas trocam farpas em Recife 

O acirramento da disputa eleitoral em Recife já está provocando declarações tensas entre antigos aliados. O senador e candidato à prefeitura da capital, Humberto Costa (PT) cobrou respeito a sua trajetória política em resposta aos comentários do líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Waldemar Borges (PSB), o qual afirmou que a eleição de Costa para o Senado em 2010 só foi possível devido ao apoio do governador Eduardo Campos (PSB).

Em entrevista a uma rádio local de Recife, o senador ressaltou o bom relacionamento com Campos e a parceira entre ambos em eleições anteriores, como em 2006, quando Costa apoiou o socialista no segundo turno da disputa pelo governo do Estado. Respaldado pelas alianças anteriores, o petista assegurou que não teria problemas na relação entre prefeitura e a administração estadual.

Os projetos de Costa para a área da saúde também foram alvo de críticas, dessa vez do candidato do PSB à prefeitura, Geraldo Júlio (PSB). O político classificou como "desatualizados" os projetos do petista para o segmento. A utilização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) como vitrine de gestão também está sendo disputada entre os dois candidatos. De um lado, o petista afirma que as unidades foram possíveis graças ao trabalho e investimento do governo federal, enquanto o socialista credita o sucesso das estruturas à atuação do governo estadual.