Haddad elege 'apagão' do transporte na Grande SP para atacar PSDB 

O pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, se reuniu na manhã desta terça-feira com 18 dos 24 deputados estaduais petistas na Assembleia Legislativa, onde discutiu, por quase uma hora e meia, a questão do "apagão do transporte" na região metropolitana da capital paulista. 

Como já vem demonstrando nas últimas semanas de pré-campanha, o ex-ministro da Educação deve usar os recentes problemas relacionados à mobilidade urbana - como panes no metrô, picos de trânsito e greve de abastecimento de combustível - para atacar o adversário de "situação", o ex-governador José Serra (PSDB), aliado ao prefeito Gilberto Kassab (PSD).

"Essa questão do apagão não deve se restringir à capital, nós temos que discutir o trânsito na região metropolitana toda", alfinetou Haddad. "O metrô da capital praticamente não tem extensão para nenhuma cidade do entorno. Os corredores de ônibus, tem muito poucos intermunicipais", acrescentou.

Embora a ampliação e administração das linhas de metrô e trens sejam uma atribuição do governo do Estado e não da prefeitura de São Paulo, a crítica aos episódios de panes no sistema ferroviário é uma estratégia para atingir o rival do PSDB, que atualmente lidera a corrida eleitoral com 30% das intenções de voto e que já foi governador.

Nos próximos dias, a bancada petista deve entregar a Haddad um "diagnóstico" dos principais problemas da região metropolitana, sobretudo nas áreas de Transporte e Saúde, que devem ser incorporados ao programa de governo do pré-candidato do PT. Haddad também deve se reunir com outros prefeituráveis petistas da Grande São Paulo para "afinar o discurso" de campanha. "O prefeito de São Paulo precisa pensar na região metropolitana", afirmou.