Dilma afirma ser contra o monitoramento de conteúdo de mídia

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse ser contra qualquer proposta de monitoramento editorial para veículos de mídia eletrônica. A líder nas pesquisas de intenção de votos para a corrida presidencial, afirmou, no entanto, que é possível criar modelos de regulação para o setor de comunicação, como uma definição sobre qual é a participação do capital estrangeiro em empresas midiáticas nacionais.

"O único controle da mídia que eu proponho é o controle remoto na mão do telespectador que muda de canal quando se interessar. Acredito que a liberdade de imprensa é um valor fundamental numa democracia, e nós temos de nos vangloriar. Podemos até ser uma democracia recente, mas somos um País que sabe do valor da democracia porque também viveu sob a ditadura. Eu em especial sei o valor da liberdade de expressão, de opinião e da liberdade de imprensa. Sei que um país que abrir mão disso perde a sua identidade, perde a sua capacidade política e perde inclusive uma das coisas fundamentais, que á esperança de seus jovens. Sou contra qualquer processo de controle de conteúdo da mídia", disse a ex-ministra, que recebeu em Brasília sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

"Não acredito que tem alguém que seja contra modelos que criem regulações para o setor, por exemplo, qual é a participação do capital estrangeiro. Monitoramento é de conteúdo. Repudio o monitoramento de conteúdo editorial. Acho que isso não pode se criar no Brasil", afirmou.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu tocar adiante, por meio do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, o projeto do marco regulatório da comunicação eletrônica. O tema será levado ao futuro chefe do Executivo no início do próximo ano.