Em Goiás, Richa diz que Lula não "cabe no figurino"

O governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), passou a tarde desta terça-feira (26) em Goiás, onde acompanhou o candidato ao governo pelo PSDB, Marconi Perillo, em carreatas por duas cidades goianas, Goiatuba (178 km de Goiânia) e Caldas Novas (156 km da capital) . Em entrevista à imprensa goiana, o paranaense criticou a postura do presidente Lula nestas eleições. "É lamentável a postura do presidente da República, que, a meu ver, não cabe no figurino de um presidente", disse.

"Em um regime republicano, numa democracia, se envolver diretamente como cabo eleitoral de uma candidata, extrapolando todos os limites do bom senso do que é razoável", descreveu o ex-prefeito de Curitiba, sobre o que acha condenável no comportamento de Lula.

Citando o que Lula disse sobre o episódio envolvendo o candidato a presidente do seu partido José Serra (PSDB) e militantes petistas no Rio de Janeiro na semana passada, Richa qualificou como "lamentáveis" as agressões verbais e físicas que os tucanos sofreram nesta campanha. "Eu fui muito agredido também pelo presidente da República lá no Paraná, com palavras baixas dirigidas a minha pessoa, em um dos comícios lá realizados", lembrou.

"Nós conseguimos vencer as mentiras , as armações, a forte estrutura de campanha que foi injetada no Paraná para tentar me derrotar", assinalou, atribuindo também à vontade de mudança dos eleitores de seu estado como outro fator que contribuiu para sua vitória já no primeiro turno.

EMBATE

Beto Richa disse acreditar que Serra vai conseguir uma virada sobre Dilma Rousseff (PT) nas intenções de voto nesta reta final da campanha, por causa do esforço concentrado dos tucanos em todo o País engajados neste objetivo. Segundo ele, os votos para Marina Silva (PV) estão também migrando para o tucano.

Ele defendeu também um endurecimento das críticas de Serra à candidata adversária, como foi demonstrado no debate de ontem da TV Record. "O estilo deste partido (PT) é o estilo do confronto, da agressividade. Até para fazer uma cortina de fumaça nos escândalos, nas denuncias e nos desvios de conduta, na corrupção deste governo", disse. "Resolvemos partir para o contra-ataque", admite. "Se de um lado há inverdades, começamos a mostrar fatos verídicos do que é o PT", descreveu.