Em Goiás, coligação de tucano condena ataques de Lula

A coligação "Goiás Quer Mais", do candidato ao governo Marconi Perillo, do PSDB, divulgou nota de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feitas contra o candidato durante comício em Goiânia na terça-feira à noite. No evento, o presidente pediu votos na capital goiana para o adversário do tucano, Iris Rezende (PMDB) e para a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff.

Lula também criticou duramente a campanha do PSDB em Goiás, que qualificou de "bilionária". Além disso, insinuou que o candidato Marconi Perillo foi responsável pela falência da Companhia Energética de Goiás (Celg), e que tenha problemas de caráter, ao reclamar do programa de TV do PSDB, que, segundo ele, afirmou que o candidato havia contribuído no Senado na efetivação das obras da Ferrovia Norte-Sul. "Não tem nada pior do que político sem caráter. Não tem nada pior do que político que não colocou um trilho na Norte-Sul vir dizer que fez a Norte-Sul", reclamou Lula.

Na nota de repúdio da coligação tucana, o PSDB vê "desespero diante do quadro eleitoral adverso" nas declarações de Lula. "Uma série de inverdades sobre a Companhia Energética de Goiás (Celg), a construção da Ferrovia Norte-Sul e o senador Marconi Perillo", acusa a nota.

A coligação lembra que a quebra da Celg foi consequência da privatização de Cachoeira Dourada, promovida pelo governador Maguito Vilela, do PMDB de Iris. "Como todos sabem, o dinheiro da venda de Cachoeira Dourada foi pulverizado em inúmeras obras inacabadas, num esforço fracassado de tentar eleger Iris Rezende governador em 1998", diz a nota. Sobre a Norte-sul, a nota afirma que Marconi é "defensor histórico da ferrovia", desde 1987, e que, na condição de senador, Marconi sempre colocou recursos no orçamento da União, para dar prosseguimento às obras da ferrovia.

"Não fica bem ao presidente fazer denúncias, ainda mais sem provas, contra qualquer cidadão. Quanto às ofensas levianas e caluniosas, o senador Marconi adotará todas as medidas legais cabíveis", ainda diz a declaração de desagravo enviada a imprensa.