TSE concede a Serra primeiro direito de resposta do 2º turno

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu nesta terça-feira (19) direito de resposta ao presidenciável tucano José Serra no programa de sua adversária petista Dilma Rousseff. Essa foi a primeira decisão do Tribunal favorável a uma solicitação de direito de resposta dos candidatos à presidência da República neste segundo turno da campanha eleitoral.

A reclamação da coligação de Serra era voltada a uma propaganda em que seus adversários o acusavam de participar das privatizações de 31 empresas durante a gestão tucana em São Paulo e coordenar a privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Os ministros entenderam que o candidato não coordenou a privatização da CSN, ocorrida em 1993, antes de ser nomeado ministro do Planejamento (o que ocorreu em 1995). Também acolheram a alegação da representação de que foram nove privatizações e não 31, não contestada pela defesa.

A coligação tucana terá um minuto para a resposta. Outras três representações pedindo direito de resposta no horário da candidata petista foram rejeitadas pelo TSE. Uma delas referia-se a propaganda de Dilma Rousseff mostrando filas em postos de saúde de São Paulo.

Caixa dois

A coligação de Serra aguarda ainda o julgamento pelo TSE de pedido de resposta contra propaganda de Dilma Rousseff que faz referência à reportagem sobre o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza.

Em reportagem da revista Isto É, Paulo Preto, como é conhecido, foi acusado de desviar R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da campanha tucana. A representação menciona ainda que a inserção citou que Serra disse não conhecer o acusado, para depois dizer que o conhecia e defender sua inocência.

Segundo a coligação, Serra negou conhecer Paulo Preto "pela simples razão de que desconhecia o preconceituoso apelido pespegado ao sr. Paulo Vieira de Souza, pela razão de ser afro-descendente" e, após ter sido esclarecido, José Serra reconheceu ter informações sobre quem era a pessoa mas negou ter conhecimento de desvio de dinheiro. "A propaganda faz uma construção maldosa e distorcida de fatos e reportagens", diz a representação.

Nesta terça-feira, os líderes do governo e do PT na Câmara dos Deputados protocolaram na Procuradoria Geral da República pedido de investigação de Paulo Preto e José Serra, por conta das denúncias.