Em Minas, campanha de Dilma mira em prefeitos e professores

A maratona da candidata petista Dilma Rousseff pelo Estado de Minas Gerais neste segundo turno continua na próxima sexta-feira (22) em Belo Horizonte e Uberlândia. Pela terceira vez desde o início do segundo turno, a presidenciável estará na capital mineira para um encontro com prefeitos de todo o Estado e também receberá um manifesto de apoio de professores da Universidade Federal de Minas Gerais. À noite, acontece um comício em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A campanha de Dilma tenta cercar o segundo maior colégio eleitoral brasileiro de um possível avanço do seu adversário José Serra (PSDB). Pelas mãos de uma das principais lideranças mineiras, o ex-governador Aécio Neves (PSDB), a campanha tucana tem tentado reverter a grande desvantagem de Serra no Estado. No primeiro turno, ele teve 30% dos votos dos mineiros, enquanto Dilma alcançou 46%.

A investida da concorrente petista, agora, é sobre lideranças municipais, que serão recebidas pela candidata em um clube no Bairro Pampulha, na tarde de sexta-feira. A ideia da coordenação regional da campanha petista é contrapor este evento ao que aconteceu na semana passada em BH, quando Serra se encontrou com mais de 300 prefeitos de várias regiões de Minas.

De acordo com um dos coordenadores dos trabalhos no Estado, o presidente do PT estadual, Reginaldo Lopes, a expectativa é positiva em função dos números da pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (19). "O Serra não virou até agora, não vira mais. A mentira dele está nítida, o eleitor está vendo", provoca.

No levantamento, Dilma aparece com 51% dos votos e Serra, 39%. Os números chegaram a ser questionados por lideranças nacionais do PSDB, que desqualificaram a pesquisa.

Superexposição

A campanha de Dilma em Minas ainda espera contar com sua presença em BH ou em alguma cidade pólo do Estado na próxima semana para um último evento público com Lula antes da votação de 31 de outubro. Questionado se a superexposição da concorrente em um Estado em que lidera com folga não é inócua, e se não é mais vantajoso investir em outras regiões, Lopes brinca: "eu, como mineiro, queria que ela estivesse aqui todos os dias".

A mineiridade da candidata petista, que é natural de Belo Horizonte, mas radicada no Rio Grande do Sul, tem sido mote de campanha desde o primeiro turno. No último sábado (17), em comício realizado na região central da cidade, o presidente Lula pediu votos dos mineiros para que o Estado ajudasse a eleger a "primeira presidente nascida em Belo Horizonte".