Lula critica oposição: "ah, como é fácil prometer em eleição"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas indiretas ao candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, a quem acusa de fazer um leilão de benefícios à população. "Quando eu queria dar 2% de reajuste aos aposentados, eu estava quebrando a presidência", afirmou Lula, para depois completar: "ah, como é fácil prometer em eleição".

Lula diz que no processo eleitoral não vê as críticas necessárias às irresponsabilidades. "Agora eu vejo alguém dizer: 1eu vou dar tantos por cento e eu sei como é que faz, porque tem dinheiro. E ninguém fala nada. Como se valesse a mentira sobre a verdade. Como se valesse a mesquinhez sobre a seriedade", disse o presidente.

Lula voltou a falar sobre liberdade de imprensa e questionou o veto da Justiça à revista da CUT, que trazia Dilma Rousseff na capa. "Eu vi uma revista com uma fotografia na capa que é um acinte à democracia. Todo mundo sabe da hipocrisia que reina nesse País. Nesse País ninguém tem de provar nada, é só acusar. É o acusado, mesmo que inocente que tem de provar usua inocência. Nesse País ser sério é uma afronta", disse.

Lula se referiu à revista Veja desta semana, que traz o senador eleito Aécio Neves na capa, em uma alusão ao super-homem. Na matéria, diz que ele pode definir a eleição a favor de seu companheiro de partido José Serra.

"Enquanto a classe política não perder o medo da imprensa, a gente não vai ter liberdade de imprensa neste País. A covardia é muito grande neste País".

Em seu discurso, durante evento da revista Carta Capital, que premiou as empresas mais admiradas do Brasil, Lula, brincou com o editor da revista, Mino Carta, que fez um discurso pró-Dikma no início da festa e críticas veementes aos 8 anos de governo Fernando Henrique Cardoso.

"Mino, eu quero te dar os parabéns, pelo exercício da democracia, coisa que eu não posso fazer livremente como você fez. Eu preciso ser mais comedido do que vossa excelência no uso da palavra, mas assinaria ipsis literis o que você falou. Vou dizer muitas coisas sobre liberdade, democracia, quando não for mais presidente", disse.