Dilma sobre Erenice no JN: "ninguém controla o governo inteiro"

Na série de entrevistas dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição para a presidência da República no Jornal Nacional, a petista Dilma Rousseff (PT) foi questionada sobre o caso Erenice Guerra, ex-ministra chefe da Casa Civil, investigada por tráfico de influência. A petista comparou o governo a uma empresa e disse que não dá para saber "absolutamente tudo o que acontece". "Ninguém controla o governo inteiro. Havendo um ato mal feito, você investiga e pune. Dezesseis pessoas já depuseram no caso Erenice, a polícia está investigando se houve ou não tráfico de influência", afirmou.

Dilma também aproveitou a deixa para falar sobre Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor administrativo e financeiro da estatal Dersa, que teria fugido com R$ 4 milhões da campanha tucana. "Há uma grande diferença entre nós e meu adversário. Meu adversário tem uma acusação gravíssima que é o caso Paulo Vieira de Souza. Paulo está sendo investigado na Operação da Polícia Federal que chama Castelo de Areia, por propina", afirmou a candidata.

Dilma acusou o governo de seu rival nas eleições de não ter investigado o ex-diretor da Dersa. "Até agora não houve uma investigação em não houve nenhum processo, pelo contrário. Há uma diferença entre quem investiga e pune e quem acoberta e não pune. Quem acoberta cria uma coisa que chama impunidade", disse.

Em onze minutos de entrevista, Dilma falou também de Ciro Gomes. Ela afirmou que foi o deputado que procurou sua coligação para participar como coordenador, apesar de no começo da campanha ter criticado o PMDB. "Eu tenho uma relação muito longa com o deputado Ciro Gomes. Eu sempre disse que respeitava, que tinha uma excelente relação com ele. Entendia que ele estivesse magoado com a circunstância que não o levou a ser candidato. Ele nos procurou e nós aceitamos prontamente", afirmou.