Em ato com Dilma, Ciro e Dutra são escalados para atacar Serra

No ato pluripartidário realizado na noite desta sexta-feira (8), em São Paulo, os coordenadores da campanha da candidata à presidência da República Dilma Rousseff, Ciro Gomes (PSB) e José Eduardo Dutra (PT) foram escalados para fazer ataques ao adversário José Serra (PSDB).

"Eu que não tenho papa na língua e não dou valor a uma tradição conservadora de botar a elegância em cima da mesa, te digo que estão fazendo uma das campanhas mais imundas, mais sujas, mais desonestas que eu já vi", atacou Ciro Gomes.

O ex-governador do Ceará criou ainda um constrangimento no auditório do Palácio do Trabalhador, da Força Sindical. Ciro afirmou que há "uma contradição" na aliança em torno de Dilma, referindo-se indiretamente ao PMDB. Vice na chapa do PT, Michel Temer estava ao seu lado e fez uma expressão séria. "Se há contradição aqui, nenhuma delas se compara à imundice do PSDB e do DEM", disse Ciro Gomes.

Em seu discruso, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, lançou críticas à Serra. "60% do povo de São Paulo não votou Serra no primeiro turno. Leonel Brizola, que já foi eleito pelo Rio Grande do Sul e pelo Rio de Janeiro, dizia que quem conhecia Brizola votava no Brizola. Hoje podemos dizer que quem conhece o Serra não vota no Serra", afirmou.

Em tom mais ameno, a candidata Dilma Rousseff rebateu, outra vez, as especulações sobre suas ideias a respeito do aborto. "Eu, como pessoa, sou contra o aborto. Porque o aborto é uma violência contra a mulher. Mas, eu não fecharei meus olhos para as mulheres e adolescentes pobres que cometem atos extremos...Eu creio que as religiões têm um papel fundamental para esclarecer essas mulheres", avaliou a petista.

Dilma acusou o PSDB de querer privatizar o pré-sal e citou, sem nominar, "um tucano de alta plumagem". "Isso é muito grave, porque o pré-sal é o nosso passaporte para o futuro".

"Ninguém acreditou que o PIB deles cresceu, o PIB deles era deste tamanhinho", brincou Dilma. Seguiram risos com o duplo sentido.