Candidatos ao governo de Goiás trocam de marqueteiros para segundo turno

Os candidatos Iris Rezende (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) trocaram de marqueteiros para o segundo turno. Além da necessidade de renovar a abordagem com o eleitor, desacertos comerciais dos contratos com as agências anteriores também pesaram nas mudanças.

Este foi um dos motivos alegados, por exemplo, pelo publicitário Hamilton Carneiro para não renovar com a campanha de Iris Rezende (PMDB), a quem acompanha desde 1982. "Nós tivemos um desacordo em termos financeiros", revelou.

"Propaganda implica em um certo custo que a campanha, que enfrenta uma certa dificuldade de caixa, não poderia cobrir", explicou o publicitário, confirmando que a campanha de Iris está mesmo "franciscana". Ele informa que, inclusive, há ainda uma pendência não quitada da campanha do primeiro turno que deve ser paga, no entanto, nos próximos dias. "Não foi um rompimento pessoal, foi tudo muito tranquilo", suavizou Hamilton. O publicitário fez as campanhas de Iris Rezende para a prefeitura de Goiânia em 2004 e 2008, bem como para o governo em 1982 e 1989, e ao Senado, em 1994.

Com a saída de Hamilton, quem assume a campanha de segundo turno de Iris Rezende é a Canal Produtora, do ex-secretário da Fazenda do Estado, Jorcelino Braga, que trabalhou até 3 de outubro para a campanha de Vanderlan Cardoso (PR).

PSDB

Do lado tucano, o coordenador de marketing da campanha de Marconi Perillo (PSDB), Carlos Maranhão, confirma que sai Adriano Gehres e entra Paulo de Tarso, que, dentre outras, participou da campanha de Lula, em 1989. "Não trocamos o Adriano porque queríamos apenas mudanças no programa, mas também porque a proposta comercial não foi aceita", explicou Maranhão. "Paulo foi a melhor opção porque já tem um vínculo com o Estado e conhece a política de Goiás", explicou, uma vez que o publicitário já trabalhou para outros candidatos goianos em anos anteriores.

Para Maranhão, Paulo vai reforçar o projeto da campanha do primeiro turno que continua agora na segunda etapa da eleição. "Os programas do primeiro turno estavam agradando, mas o segundo turno é uma outra eleição, mais curta e em que as mensagens devem ser mais precisas", avaliou.