Nas ruas, Marina sente importância da decisão sobre segundo turno

 

Nos poucos instantes em que esteve na rua nesta quinta-feira (7), a senadora Marina Silva (PV) pôde sentir como sua decisão sobre quem ela apoiará no segundo turno é importante para os eleitores.

Após passar boa parte da manhã e o começo da tarde fechada em seu comitê concedendo entrevista para uma revista, Marina, enquanto caminhava por cerca de trinta metros que separam o espaço que serviu para concentrar as ações de sua campanha e o estacionamento onde estava parado seu carro, ouviu algumas manifestações de pessoas que passavam pelo local.

Uma motorista parada no trânsito berrava para que ela apoiasse o candidato tucano José Serra, mas, ao mesmo tempo, um pedestre a abordou dizendo de maneira enfática que ela deveria se manter neutra na disputa. Depois disso, outras pessoas dentro de seus automóveis também se manifestaram dizendo que ela não deveria apoiar ninguém. Marina comemorou a situação inusitada: "olha o plebiscito que está nas ruas".

A ex-ministra do Meio Ambiente disse que, mesmo após todas as reuniões que já fez com seu partido e os apoiadores de sua campanha, ainda não tomou uma decisão sobre o que vai fazer. Ela explicou que concederá uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (9) após se reunir com o comitê político do PV para tornar públicas as propostas de seu programa que ela acredita que deveriam ser adotadas pelas candidaturas de Serra e Dilma Rousseff (PT).

Depois disso, Marina se recolheu em seu apartamento, no bairro do Itaim, de onde não saiu mais.