Iris Rezende crítica falhas da legislação eleitoral em Goiás

Durante reunião com aliados de sua campanha - deputados e presidentes de partido - em seu comitê central nesta quinta-feira (7), o candidato do PMDB ao governo de Goiás, Iris Rezende, criticou alguns "empecilhos" que, segundo ele, o impediram de sair vitorioso, já no primeiro turno.

"A candidatura de Vanderlan Cardoso, do PR, alcançou um sucesso interessante", admitiu, se referindo aos 16% de votos alcançados pelo terceiro colocado no pleito.

Porém, o candidato do PMDB mencionou que já identificou outros "fatos que embaralharam o subconsciente de milhares de eleitores", nos últimos 15 dias da eleição. O candidato deu a entender que falhas na lei eleitoral propiciaram um desequilíbrio de forças econômicas muito grande entre os candidatos em Goiás.

"Foi (um desequilíbrio) total. A minha campanha foi feita com poucos recursos", lembrou. "Eu nunca vi na minha vida e nunca imaginava que derramassem tanto dinheiro em uma eleição estadual, como fizeram neste do dia 3 de outubro". Rezende ainda disse que foi demais. "Milhões e milhões de reais gastos nesta campanha", lamentou, se referindo aos adversários, em especial, ao PSDB.

O candidato disse que pretende, após o pleito, fazer observações para que os legisladores do novo Congresso Nacional estabeleçam uma legislação que "imponha mais respeito". Para Cardoso, "que busquem, através de uma legislação mais firme e clara, uma segurança para a realização das próximas eleições".

Bem X mal Iris conclamou os aliados de sua campanha a ficarem atentos a dimensão da "guerra", que está sendo travada com seus adversários. "Temos que estar atentos porque a todo momento vem a força do mal querendo muitas vezes enganar e iludir", disse, em discurso. "O que representa um contra-peso a tudo isto? É a ação das lideranças que se movem por ideal", acredita.

O candidato do PMDB ressaltou imagens bíblicas para estimular os correligionários a trabalharem no segundo turno da campanha. "É claro que a força do bem terá que vencer a força do mal, eu não tenho dúvida disso", disse. "Mas a força do bem não pode ficar estática, indiferente, omissa. Ela tem que estar realmente atuante", assinalou.