PV baiano proíbe pronunciamentos de apoio a Serra ou Dilma

Após o anúncio feito pelo deputado federal Luiz Bassuma (PV-BA), candidato derrotado ao governo da Bahia, quando declarou apoio ao presidenciável José Serra (PSDB), o que gerou reações de verdes como Beth Wagner - que integrou o governo Jaques Wagner (PT) e era contra a candidatura própria do PV ao governo -, o presidente do PV baiano, Ivanilson Gomes, proibiu qualquer novo pronunciamento sobre a questão, a não ser internamente.

Quem descumprir a determinação - militantes, parlamentares, dirigentes e filiados - estará sujeito à instalação de processo em comissão de ética interna. Gomes ressaltou que a divulgação de qualquer posicionamento será feita, de forma oficial, pelo órgão diretivo nacional em 17 de outubro.

"Qualquer opinião ou discussão deverá ser feita internamente. Todos estão desautorizados a se posicionar, publicamente e nos meios de comunicação, a respeito do apoio do PV no segundo turno das eleições", afirma Gomes.

Pressões

As retaliações ao posicionamento de Bassuma vêm também de fora do Partido Verde. O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, que foi o coordenador político da campanha de Wagner, disse nesta quarta-feira (6) que o deputado Bassuma deixou cair a máscara porque pregaria uma coisa e faria outra.

"Quando ele estava no PT vivia reclamando que decisões eram tomadas sem que o coletivo fosse ouvido. Agora, sem ouvir ninguém, se ofereceu para apoiar Serra com os parcos 3% que Marina lhe deu na Bahia, porque ele nunca tinha passado de 1% nas pesquisas", declarou Caetano.

A reportagem de Terra tentou ouvir Bassuma, mas ele não retornou às ligações.