Michel Temer afirma ter feito o que pode pela campanha "individualmente"

O candidato à vice-presidência pela chapa de Dilma Rousseff, Michel Temer, admitiu nesta quarta-feira (6) que o seu partido, o PMDB, teve pouco espaço na campanha da petista durante o primeiro turno das eleições. Temer presidiu nesta tarde, em Brasília, uma reunião do PMDB para discutir estratégias para o 2º turno da campanha.
"Fiz praticamente uma campanha sozinho pelo País. De fato, fiz o possível individualmente", disse Temer, que afirmou ainda que membros do partido reclamaram do pouco espaço que o PMDB teve na campanha de Dilma. "O que se pleiteia é que o PMDB tenha mais presença pelo seu representante que é o candidato a vice. Uma palavra minha chamando todos os peemedebistas do Brasil teria sido útil", declarou.
Michel Temer conversou nessa terça-feira com Dilma sobre as queixas do partido e disse ter sido bem recebido. Apesar disso, o presidente nacional do PMDB afirmou que deve seguir fazendo campanha sozinho no 2º turno. "Creio que viajarei mais sozinho".
O ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, que disputou o governo da Bahia no último domingo, mas perdeu para Jacques Vagner, também reclamou da ausência do PMDB na campanha de Dilma no 1º turno. "Senti que o PMDB ficou meio de fora da campanha no 1º turno e certamente pela ausência do vice, Michel Temer, é que a disputa foi para o 2º turno", afirmou.
Também compareceram à reunião do PMDB o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), os também senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Gerson Camata (PMDB-ES), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), o ex-senador Wellington Salgado (PMDB-MG) e o candidato derrotado do partido ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa.