TSE: São Paulo pode ter 2 milhões de votos anulados

Brasília - Dados disponibilizados nesta segunda-feira (4) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que no Estado de São Paulo 2.016.412 votos podem ser anulados nessas eleições. A cifra corresponde ao somatório dos votos recebidos por candidatos considerados "ficha suja", como o deputado e ex-prefeito Paulo Maluf, e por aqueles que apresentam pendências eleitorais e não obtiveram registro para suas candidaturas.

A anulação desses votos ocorreria se cada um dos candidatos atualmente impugnados não obtiver junto ao Poder Judiciário o registro de suas candidaturas. Para o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, a expectativa é que os processos envolvendo registro de candidaturas possam ser julgados até a diplomação dos eleitos nas urnas, ou seja, até 17 de dezembro.

Um entendimento antigo do TSE prevê que se o candidato disputar o pleito com a candidatura deferida e depois ter seu registro cassado os votos não seguem com o candidato, mas são transferidos para a coligação. A minireforma eleitoral, aprovada no ano passado, no entanto, estabelece que são anulados os votos daqueles que tem seu registro indeferido definitivamente.

Um dos grandes expoentes na votação entre os paulistas, Paulo Maluf (PP) obteve 497.203 votos na disputa pela Câmara dos Deputados, sendo o terceiro mais votado pelo Estado de São Paulo.

A validação dos votos do candidato depende do julgamento de recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo que lhe negou registro.

O TRE paulista negou o registro ao candidato com base na Lei da Ficha Limpa, por ele ter sido condenado por um órgão colegiado. A condenação foi por um suposto envolvimento em uma compra de frangos superfaturada pela prefeitura da capital paulista quando Maluf era prefeito, em 1996.