Reeleito na Bahia, Wagner nega "aniquilação" da oposição

O governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), em entrevistas no início da tarde desta segunda-feira (04), às emissoras de TV Itapoan/Record e Aratu/SBT, comemorou a ampla maioria que deve ter na Assembleia Legislativa, na bancada baiana na Câmara dos Deputados e no Senado. O petista, entretanto, voltou a ressaltar que não pretende "aniquilar" a oposição. "É bom (ouvir) a palavra da oposição criticando", disse o governador, que ressaltou ainda não querer estabelecer nenhum "ismo" em torno de seu nome, referindo-se ao carlismo.

Na Câmara Federal, a coligação petista elegeu 22 deputados federais. Wagner calcula que, se eleita, a presidenciável Dilma Rousseff poderá ter até 32 dos 39 deputados baianos em sua base. "De oposição mesmo só teremos DEM e PSDB", apostou. O DEM elegeu cinco nomes, sendo ACM Neto o mais votado com 328,4 mil votos, e os tucanos outros dois, Antônio Imbassahy e Jutahy Júnior, que tiveram 112,6 e 110,2 mil votos, respectivamente.

Já na Assembleia Legislativa, Wagner deve contar, como apontou, com 43 ou 44 deputados estaduais em sua base, de um total de 63 parlamentares. No Senado, o petista terá três parlamentares alinhados ao seu governo: Walter Pinheiro (PT), Lídice da Mata (PSB) e João Durval (PDT).

O petista afirmou ainda que seu projeto foi vencedor a partir do momento que conseguiu atrair nomes como o de Otto Alencar, vice governador eleito filiado ao PP.

Secretariado

O governador reeleito não quis falar sobre mudanças no secretariado, embora tenha admitido que mudará alguns nomes que não tenham ido tão bem nas pastas. "A gente se apresenta renovando o projeto que a gente vinha fazendo. Não vamos ficar inventando a roda agora", salientou o petista, que apontou o foco no social, a transparência, o combate à corrupção, respeito aos adversários e a criação de um ambiente de negócios no qual os empresários possam investir como principais objetivos no novo mandato.

Carlismo

O governador Jaques Wagner, eleito pela segunda vez em primeiro turno, e desta vez com um recorde de 4,1 milhões de votos - três milhões a mais que o segundo colocado, Paulo Souto (DEM) - evitou falar que esta vitória represente o sepultamento do carlismo. "O carlismo era o batismo em torno da liderança do senador Antônio Carlos Magalhães (morto em 2007). Não era uma filosofia, era a liderança de um político".