CUT pede militância nas ruas para garantir vitória de Dilma

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, publicou nesta segunda-feira (4) nota no endereço eletrônico da entidade sindical pedindo que os filiados ocupem as ruas em busca da conquista de votos que garantam à petista Dilma Rousseff vitória no segundo turno das eleições, em 31 de outubro.

Na nota, Henrique não faz qualquer referência nominal à Dilma, tampouco ataca nominalmente o tucano José Serra, adversário da ex-ministra na nova rodada do pleito. O discurso sindical, no entanto, contrapõe as "muitas e consistentes políticas implementadas pelo governo Lula que estão mudando o Brasil" e a "face neoliberal, que oferecia apenas a opção do cada-um-por-si do mercado".

"Para o Brasil seguir mudando, vamos às ruas para disputar e vencer o segundo turno das eleições para presidente da República e para governos estaduais. A hora é de mobilização. Temos mais uma vez a oportunidade de mostrar que somos uma militância de chegada, de raça", diz o sindicalista.

"O projeto democrático-popular tem as melhores propostas de desenvolvimento para o Brasil, com distribuição de renda e valorização do trabalho. Temos também retrospecto, temos realizações a demonstrar que nossa proposta de país é muito melhor, pois atende toda a sociedade, e não apenas alguns setores. Confiante no que tem sido o processo de mudanças iniciado pelo governo Lula, vamos às ruas para disputar o voto, com o objetivo de ampliar, consolidar e aprofundar esse processo", completa o dirigente sindical, voltando a condenar um suposto retorno, com uma eventual vitória de Serra, do "retrocesso" de um "projeto neoliberal".

A estratégia na CUT nas quatro semanas de mobilização é, conforme explica Artur Henrique, conversar com trabalhadores em empresas, indústrias e no setor público, com os vizinhos, amigos e familiares. "Conversar com serenidade, explicando que há diferenças brutais entre as duas candidaturas. E que a manutenção do processo de mudanças representado pelo governo Lula não será uma coisa automática. Será preciso afinidade política, nunca demonstrada pela oposição, muito menos quando ela foi governo", resume o presidente de CUT.