Cahulla afirma mudar estratégia para bater Confúcio em Rondônia

Um dia após a eleição, o segundo colocado para o governo de Rondônia, João Cahulla (PPS) que conseguiu 246.350 votos, disse em entrevista coletiva que está pronto para cumprir promessas e com novas estratégias para vencer o segundo turno. Ao lado do seu vice, Tiziu Gidalias, e do Senador eleito Ivo Casso, Cahulla disse que não iria revelar sua mudança estratégica de campanha para bater seu adversário Confúcio Moura (PMDB) que somou 291.765 votos.

"Estou satisfeito de chegar ao segundo turno, pois mesmo tendo quatro aliados contra o candidato a reeleição, estou confiante em continuar meu trabalho com a mesma seriedade e pés no chão", disse o candidato do PPS.

Sobre as alianças futuras, o jogo fica aberto, pois após a coletiva realizada pelo Partido dos Trabalhadores, o candidato derrotado Eduardo Valverde disse que vários integrantes do partido declararam simpatia pelo apoio ao candidato do PMDB, Confúcio Moura. No entanto, Valverde afirmou que estão abertos para ouvir João Cahulla. O candidato do PPS disse ter bom relacionamento tanto com o candidato petista, quanto Expedito Júnior (PSDB) e Marcos Sussuarana (PSOL), também derrotados. "Não vou lotear o governo, quero fazer acordos que venham de encontro com minhas propostas, que são o respeito ao dinheiro público e a Rondônia", disse Cahulla.

Cahulla também alfinetou o seu adversário, Confúcio. "Dizer que vai fazer 600 quilômetros, só por que fizemos 330 quilômetros de asfalto é sair da realidade", afirmou. "Não sou poliglota, não sou um intelectual, sou um homem do povo, produtor rural, que nasceu na roça e tenho os pés no chão", disse. "Estou aqui pelo fruto do meu trabalho e quando cheguei já existiam meus adversários, e hoje estou em condições de igualdade nesta disputa", concluiu.