No Paraná, Requião vota e afirma não estar surpreso com queda

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado Federal, votou na manhã deste domingo (3) no Colégio Estadual Julia Wanderley, em Curitiba. Antes de votar, ele disse que não se surpreendeu com o fato da candidata Gleisi Hoffmann (PT) o ter ultrapassado na disputa por uma vaga ao Senado. Os dois são da mesma coligação. Segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem, Gleisi tem 51% das intenções de voto, contra 47% de Requião. Ele afirmou que isto faz parte da tática de campanha.

"Eu pedi voto para ela. Eu chamei o Beto (Richa, candidato ao governo do Estado) para briga. Ele comprou e engoliu o anzol. O Beto começou a bater em mim no programa de televisão, nas entrevistas, nos debates. Com isso ele me derrubou um pouco e perdeu a eleição para o Osmar Dias", comentou, já apostando no resultado das eleições de hoje.

Requião preferiu não avaliar as impugnações das pesquisas de intenções de voto pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Os pedidos foram feitos pela coligação adversária, encabeçada por Beto Richa (PSDB). "Sou contra pesquisa. Acho que não devia publicar nenhuma. Você veja a variedade de resultados que elas apresentam. Não estou dizendo que os institutos não sabem fazer. Sabem e as pesquisas são precisas. Mas os institutos são empresas comerciais, ligadas a interesses de grupos políticos muito claros. Os resultados são os que eles desejam. Agora, na reta final, para não desmoralizar a marca dos institutos, eles vão para uma aproximação", disse.

Para Requião, a campanha em Curitiba foi "sossegada". "Fiquei até impressionado com a falta de adesivos nos automóveis. Não foi uma campanha apaixonada. Mas esta é a tendência das eleições", declarou.